quarta-feira, 16 de março de 2016

Hamas deve ser derrotado à moda antiga, a começar por exigência de rendição incondicional






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Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".
Hamas deve ser derrotado à moda antiga, a começar por exigência de rendição incondicional


Por: Felipe Moura Brasil
31/07/2014 às 6:46



Pedi ao leitor Gabriel Marini que traduzisse este artigo de 28 de julho do colunista americano-israelense Zev Chafets, que está perfeitamente de acordo com a cobertura que venho fazendo neste blog do conflito no Oriente Médio. Ao lançar foguetes contra Israel de maneira deliberada, o Hamasunificou o povo israelense, a ponto de 86,5% aprovarem a atual operação em Gaza. Eles sabem que não há solução diplomática a tratar com terroristas que pregam o seu extermínio, como mostreiaqui. Agora é preciso vencê-los, lutando até o fim. Segue o texto traduzido, com a minha revisão. O título é o mesmo do post. (FMB)




O jornal Jerusalém Post publicou na manhã de segunda-feira os resultados de uma pesquisa sobre os próximos passos de Israel. [No Globo, aqui.] Cerca de 10% do público disse que já bastava, e que era hora de um cessar-fogo. Outros 3% não tinham tanta certeza.

Entretanto, 86.5% dos israelenses judeus disseram que queriam continuar lutando.

Ninguém me perguntou, mas eu estou com a maioria.

Israel tentou duas vezes antes, em 2008 e 2012, pôr um fim à infiltração e ao disparo de mísseis por parte do Hamas através de ações militares limitadas. Ambos esses esforços terminaram com um cessar-fogo acompanhado por ameaças do governo de Israel ao Hamas, do tipo “não nos obriguem a voltar aqui novamente”.

Quando o Hamas abriu fogo, três semanas atrás, muitos israelenses esperavam que, desta vez, fosse diferente. Em vez disso, o primeiro-ministro Netanyahu e o seu gabinete adotaram um conjunto limitado de objetivos de guerra: destruir os túneis do Hamas que os levavam a Israel, enfraquecer sua estrutura de foguetes e melhorar as condições para o próximo cessar-fogo.

Desde então, Israel destruiu muitos túneis. Derrubou muitos mísseis e foguetes. E concordou com quatro ou cinco cessar-fogos. E, ainda assim, não conseguiu atingir nenhuma dessas finalidades limitadas. O Hamas continua atirando mísseis (nesta segunda matou seis em solo israelense), infiltrando unidades de comando via túneis supostamente destruídos (outro grupo foi interceptado na segunda), e violando cada um dos “cessar-fogos humanitários” (como fez na segunda). Em suma, o Hamas está lutando para valer. Ele vê esta guerra como uma guerra de verdade, uma batalha de vida ou morte.

Neste ponto, estou com o Hamas.

Esta é uma guerra de verdade. E o objetivo de uma guerra de verdade é a vitória.

O Hamas não será derrotado por meio da explosão de seus túneis. Se Israel bater em retirada após o próximo cessar-fogo temporário, eles construirão túneis melhores e mais profundos. O Hamas não será derrotado pelo esgotamento de seu arsenal de foguetes. Se Israel permitir que o Hamas permaneça de pé, ele conseguirá mais do Irã (que admite abertamente fornecê-los), ou os construirá com partes contrabandeadas. Se puder, preencherá esses novos foguetes com produtos químicos, o que tornará extremamente perigoso para Israel interceptá-los em áreas civis, que são os alvos do Hamas.
Não, o Hamas tem de ser derrotado à moda antiga. Isto começa com uma nova exigência – rendimento incondicional – e a disposição em fazer o que for necessário para atingi-lo.

As imagens televisivas terão impacto negativo na imagem de Israel? Depende de quem estiver assistindo. A esquerda europeia anti-Israel e os muçulmanos europeus anti-judeus ficarão indignados, mas isso eles já estão. Alguns rabinos liberais e celebridades judias, ruborizados, ecoarão Michel Corleone (“É minha família, Kay, não sou eu”). Editorialistas e colunistas menosprezarão a perda do “alto padrão moral “ de Israel. Experts que insistem que é ciência política indiscutível que o terror não pode ser derrotado militarmente recusar-se-ão a crer em seus próprios olhos.

Como eu sei isso? Eu já vi esse espetáculo antes.

Mas o universo televisivo é um lugar grande. Os governantes do Egito e da Arábia Saudita, que consideram o Hamas um inimigo terrorista, provavelmente apreciarão o show. Assim como os líderes de Rússia, China, Índia, Nigéria e outros países atualmente engajados em esforços para derrotar as insurreições fundamentalistas islâmicas.

Para Israel, os jihadistas são uma chave demográfica. Eles podem não gostar de ver Gaza em chamas e o Hamas derrotado, mas essas são cenas que concentrarão suas mentes. Os aiatolás iranianos, o Hezbollah, a Al Qaeda, as Crianças Assassinas do Califado do ISIL [da sigla em inglês para Estado Islâmico do Iraque e do Levante] e outros Saladinos dos tempos modernos aparecerão odiando Israel ainda mais do que eles odeiam agora? Talvez sim. Mas eles também terão uma visão mais realista do que eles podem fazer a respeito.

Como sempre, a audiência mais importante de todas está bem aqui, em casa. Com o passar dos anos, os israelenses ficaram habituados a um certo nível de violência do Hamas. Mísseis? Ah, eles nem matam tanta gente assim. Sequestros? Solte uns mil terroristas que você consegue o cara de volta. Substituir o Hamas? O que vier depois pode ser pior! Não podemos simplesmente fazer um acordo melhor desta vez, conseguir mais uns anos de relativa tranquilidade antes do próximo round?

A resposta é não. Não há acordo a ser feito com o Hamas, nem sucessor algum que Israel deva temer mais do que ele. Hamas é o diabo que Israel conhece e também o demônio que tem de matar. A quantidade de matança depende do quão rapidamente os hamasniks se renderão ou ⎯ aqui vai a possibilidade menos provável ⎯ da população em Gaza decidir que já sofreu o bastante e que é hora de se voltar contra eles.

Será que Bibi Netanyahu tem estômago para levar isso adiante? Será que ele quer? Eu não sei. Mas eu sei quem quer que ele tente – 86.5% do público judeu israelense.

* Zev Chafets é comentarista da FoxNews.com. O texto foi traduzido por Gabriel Marini, a pedido e com revisão do colunista da VEJA Felipe Moura Brasil.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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Comentários

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Eliézer Mello
agosto 1, 2014 às 14:57

Israel foi fazer concessão a terrorista deu no que deu: dois soldados mortos e um sequestrado em meio a cessar fogo! Quando é que Israel vai aprender que não tem acordo de espécie alguma com essa gente.
antony de molay
agosto 1, 2014 às 13:10

Israel deve decidir agora seu destino. Não há espaço para preocupações humanitárias, há Talmud diz ” se alguém intenta te matar, levanta-te e mata-o primeiro.”. Infelizmente, a aniquilação total do hamas, se faz necessária, o premier, deve agir com força máxima, se Israel ceder às pressões de quem nos odeia, eles só se tornarão mais fortes. Que Massada nunca caia outra vez.
Sideshow Bob
agosto 1, 2014 às 12:20

Chist (pseudo-notícia que envolve Santander e Israel)

————————-BLAG Off Topic—————————————————-

LULA AFIRMA QUE ISRAEL NÃO ENTENDE PORRA NENHUMA DE ORIENTE MÉDIO E EXIGE DEMISSÃO DE MINISTRO DA DEFESA DE ISRAEL

O ex-atual presidente Lula em discurso no Sindicato dos Blogueiros Progressistas, afirmou que está cansado da ousadia do Estado de Israel em não suspender suas ações contra o Hamas, bem como em continuar se defendendo.
“É um genocídio, nunca antes visto na história deste país” afirmou o Doutor Honores Causa da USP-PUC-UNICAMP.
O líder continuou em seu discurso dizendo que Israel irá pagar caro caso não aceite as ordens do Brasil e exigiu a demissão imediata do ministro da defesa de Israel.
O pai do povo disse ainda que os Israelenses não entendem nada de oriente médio, tampouco de judaísmo, e que é melhor que o destino da região fique nas mãos de pessoas como Jon Stewart, Celso Amorim, Barack Hussein Obama, Hillary Clinton, e o próprio Lula.
Lula foi ovacionado pelo auditório lotado de blogueiros progressistas que no fim do discurso queimaram uma bandeira de Israel e outra dos EUA.
jtavares
agosto 1, 2014 às 12:14

A Jandira Feghali acusou o estado de Israel de…sionismo!!! O pessoal sai falando qualquer coisa, podia ao menos fazer uma pesquisa no google.
H.Saito
agosto 1, 2014 às 10:02

infelizmente, o Hamas prefere matar todos os Palestinos a se render.
Emília
agosto 1, 2014 às 0:55

Não sei se Egito e Arábia Saudita podem ser tão confiáveis. Talvez esperem que Israel dê um fim na situação e depois se voltem contra eles com discursos cínicos aumentando o antissemitismo.
No entanto, independentemente do que venham a dizer depois, Israel deve agir nos moldes norte-americanos: sem negociação, pois terroristas, como diz o próprio epíteto, não têm honra para cumprir a palavra.
Fernanda
julho 31, 2014 às 23:39

As duas partes concordaram com um cessar fogo de 72 horas, mas o IDF não vai sair de Gaza. Espero que depois disso eles continuem até aniquilar de vez o Hamas!
Stela
julho 31, 2014 às 22:13

Para saber um pouco mais sobre o conflito: Armadilha em Gaza – Jorge Zaverucha e prefácio de João Pereira Coutinho.
Eliézer Mello
julho 31, 2014 às 22:01

Sim Felipe, concordo plenamente com você. Agora é a hora de o Hamas ser destruído. A tolerância a tais terroristas já foi longe demais. São os túneis, são os foguetes, mas tem de ser também a rendição ou a morte, inclusive dos seus líderes no Quatar, nem que for para reocupar gaza.
sarah grossmann
julho 31, 2014 às 20:37

As acoes de Israel nao criam antissemitismo , apenas o revelam
FCNeto
julho 31, 2014 às 17:17

Felipe, você bem que poderia traduzir está matéria do New York Times, e expor seu ótimo ponto de vista:
http://www.algemeiner.com/2014/07/17/arab-world-increasingly-frustrated-with-hamas/
Mostra-se aqui, pelo menos neste episódio, que a imprensa árabe é mais esclarecida que a mídia esquerdista brasileira e até o próprio governo “anão irrelevante” brasileiro. Mostra a matéria que a mídia de lá está cada vez mais crítica com a atuação do Hamas e principalmente de seus líderes, que assistem confortavelmente ao conflito, com suas bundinhas assentadas no sofá de suas salas, enquanto o povo palestino sofre com a guerra.
Daniel Ribeiro
julho 31, 2014 às 16:14

A definição do “sérius” é perfeita. Parabéns.
Claudio Luna
julho 31, 2014 às 15:14

O PT esta conseguindo manipular as pessoas pela midia facista. O estrago no conciente coletivo da populacao do Brasil pode ate ser irreversivel. Se o PT continuar governando o pais por mais quatro anos tudo leva a crer que o objetivo deles foi alcancado. Que e instalar o bolivarianismo no Brasil.
VERIANO
julho 31, 2014 às 14:49

Nessa entrevista de seis minutos, feita pela TV Americana CNN em 26/07/2014, Mosab Hassan Youssef, o filho de um dos membros fundadores do Hamas,hoje convertido ao cristianismo e asilado nos EUA, conta o que verdadeiramente pretende o grupo terrorista do qual participou um dia. Para mim, pessoalmente, revelou-se algo estarrecedor:https://www.facebook.com/photo.php?v=700117760056200&set=vb.416648435069802&type=2&theater
ZEBEDEU
julho 31, 2014 às 14:24

Felipe,
Concordo plenamente com sua opinião. Israel tem que encurralar o terrorista Hamas até aniquilá-lo.
Karina Silva
julho 31, 2014 às 14:05

Perfeito!!! O único “acordo de paz” que o Hamas aceitaria seria todos os judeus homens se suicidarem mas, antes, entregarem as mulheres aos islâmicos, para se converterem em muçulmanas e se tornarem escravas deles…
sérius
julho 31, 2014 às 12:54

ISRAEL está na mesma condição de alguém que é ameaçado pelo seu vizinho de morte.
.
O crápula já tentou todas as maneira de ti matar, a única saída é matar o sujeito antes que ele ti mate.
.
Mas, segundo as leis de Tupi Brasil, esta potência anã diplomática pro bandido/assassino, mesmo se o crápula te alvejar 1.0000 vezes e vc reagir e matar, ainda assim vc terá que ir à delegacia e diante do juíz tem que provar que usou de força proporcional.
.
Afinal, Brasil não é tão diferente do mundo assim.
.
Concordo com o texto, é matar ou morrer, não tem outro caminho.
.
.
Francisco
julho 31, 2014 às 12:00

Obrigado pela cobertura.
ROMULO L DINIZ
julho 31, 2014 às 10:06

Vitória de Israel ? só se houver ocupação permanente. com infantaria , combate copro-a-corpo, convencimento de boa parcela da população civil,implantação , meio ‘ue na marra’ de um governo mais amistoso e colaboração da ONU .
Sobrinho
julho 31, 2014 às 10:04

Bom dia Felipe Moura,

No dia 25 de julho de 2014 o PGR, Rodrigo Janot, enviou ao Ministério Público Federal o Mandato de Injução n°4.733/DF (Agravo regimental) cujo o impetrante é a ABGLT na qual:

“O Ministério Público Federal opina pelo provimento do agravo, para que se conheça do mandado de injunção e se defira em parte o pedido, para o efeito de considerar a homofobia e a transfobia como crime de racismo e determinar a aplicação do art. 20 da Lei 7.716/1989 ou, subsidiariamente, determinar aplicação dos dispositivos do Projeto de Lei 122/2006 ou do Projeto de Código Penal do Senado, até que o Congresso Nacional edite legislação específica.”

O mandado de injunção está compreendido no pedido articulado pela ABGLT (veja pág. 7) a qual requer subsidiariamente:

“[…] seja declarada a mora inconstitucional do Congresso Nacional na criminalização específica da homofobia e da transfobia, […] determinando-se que ele aprove legislação criminal que puna, de forma específica, especialmente (mas não exclusivamente) a violência física, os discursos de ódio, os homicídios, a conduta de “praticar, induzir e/ou incitar o preconceito e/ou a discriminação”, por conta da orientação sexual ou da identidade de gênero, real ou suposta, da pessoa […].”

O link para o site do MPF é esse:
http://noticias.pgr.mpf.mp.br/noticias/noticias-do-site/copy_of_constitucional/para-pgr-homofobia-pode-ser-considerada-crime-de-racismo-ate-haver-legislacao-especifica

e o PDF da noticia:

http://noticias.pgr.mpf.mp.br/noticias/noticias-do-site/copy_of_pdfs/combatehomofobia.pdf

Tomara que essa mensagem chege à você.

Um abraço!
Rodrigo
julho 31, 2014 às 7:38

É o que sempre pensei. Não existe acordo com terroristas.

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