quarta-feira, 18 de maio de 2016

ISRAEL NÃO PODE PERMITIR EM SEUS DOMÍNIOS ONGS QUE PROMOVAM AS ATIVIDADES TERRORISTAS OU SIRVAM PARA DEFENDE-LAS. NÃO EXISTE DEMOCRACIA SEM DISCIPLINA, SEGURANÇA E COMANDO NACIONAL


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Israel põe ONG em tribunal para calar denúncias de violações


18.05.2016 às 11h05







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HAZEM BADER
Breaking the Silence, organização não-governamental fundada por ex-soldados para denunciar crimes cometidos contra palestinianos que vivem sob ocupação israelita, pode vir a ser obrigada a identificar elementos que testemunharam sob anonimato



JOANA AZEVEDO VIANA



Uma das maiores organizações não-governamentais israelitas que se dedicam a denunciar as práticas cruéis da ocupação dos territórios palestinianos pelo Estado hebraico vai começar a ser julgada na próxima semana, num processo que ameaça encerrá-la e que é tido como um teste crucial à liberdade de expressão e crítica a Israel.

O processo foi iniciado pelo Governo de Benjamin Netanyahu para obrigar a Breaking the Silence a divulgar os nomes de alguns ex-soldados que já prestaram testemunhos, anónimos, sobre as violações cometidas enquanto membros do exército de Israel (IDF) a mando das chefias militares.

Fundada em 2004 por Yehuda Shaul, a organização surgiu da necessidade de dezenas de ex-membros das IDF denunciarem o que fizeram e o que viram ser feito aos palestinianos durante a sua recruta. Em Israel, o serviço militar é obrigatório, três anos para os rapazes e dois para as raparigas assim que completam 18 anos de vida. Os poucos que se recusam a cumpri-lo são levados a tribunal e colocados em prisão administrativa. (Sobre esta recusa, vale a pena ler a carta de um jovem israelita de 19 anospublicada há seis dias no "The Independent".)

No caso apresentado contra a Breaking the Silence em tribunal, que começa a ser julgado na próxima semana, o Executivo de Netanyahu exige em particular que os líderes da ONG identifiquem os soldados que prestaram testemunhos anónimos sobre a última ofensiva militar de Israel contra Gaza no verão de 2014. O grupo diz que, independentemente da decisão do tribunal, esta pressão tem o potencial de dissuadir outros ex-membros do IDF a relatarem as suas experiências.

O processo surge depois de vários meses de ataques de políticos e cidadãos nacionalistas e anti-Palestina à Breaking the Silence, incluindo até tentativas de infiltração por indivíduos que fingiram ser simpatizantes do trabalho da organização eacusações públicas de "traição" proferidas pelo ministro da DefesaMoshe Ya'alon.

Para os membros da Breaking the Silence e a sua equipa de defesa, o caso mediático ameaça não só a existência do grupo como a liberdade de expressão e o ativismo por Direitos Humanos em Israel, sendo uma acha na fogueira da crescente intolerância hebraica. "É o dia do julgamento para a Breaking the Silence e a sua capacidade de continuar a trabalhar", diz Michael Sfard, um dos advogados dos ex-soldados. "Mas penso que também é um momento crucial para a sociedade civil israelita."

Palavras-chave
ONG
GOVERNO DE BENJAMIN NETANYAHU
IDF
POLÍTICA
DIREITOS HUMANOS
ISRAEL
QUESTÕES SOCIAIS
GAZA
BREAKING THE SILENCE







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