quinta-feira, 5 de maio de 2016

Israel pode ser incluído na NATO assim como integra a ONU, mas nunca pode depender daqueles que imaginam resistência a Iehouah Tseva'ot



Israel vai ter representação oficial na NATO


Primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu

| Reuters/Sebastian Scheiner

A sede de Bruxelas da NATO vai passar a contar com um gabinete israelita, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros desse país

A NATO vai ter, na sua sede em Bruxelas, um gabinete permanente de representação de Israel, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita. "A NATO informou Israel esta noite de que poderia abrir um gabinete na sede da organização em Bruxelas e completar o processo de acreditação dos seus representantes junto da organização", refere um comunicado divulgado na terça-feira à noite pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

De acordo com o comunicado, o anúncio acontece "após prolongados esforços diplomáticos israelitas feitos pelos ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Defesa e pelo gabinete do primeiro-ministro".

"Israel deseja agradecer aos seus aliados na organização o apoio e esforços nesta questão", diz a nota.

O Estado judaico não está integrado na NATO, mas tem beneficiado de cooperação no campo militar e atualmente faz parte do Diálogo do Mediterrâneo, um programa patrocinado pela NATO em cooperação com sete nações mediterrânicas.

O primeiro-ministro israelita, Benjamín Netanyahu, saudou a decisão: "Celebro este anúncio da NATO. É um passo importante para o apoio à segurança de Israel. Reflete o estatuto de Israel e o apoio de muitos na organização para cooperar connosco no campo da segurança".

Alguns membros da NATO, também conhecida como Aliança Atlântica, opuseram-se, no passado, ao aumento da cooperação com Israel, com o argumento de que esta medida poderia prejudicar as relações da aliança com estados muçulmanos, incluindo o Afeganistão, uma das principais prioridades operacionais da organização.

Atualmente, a NATO conta com 40 nações associadas ou com algum tipo de vínculo institucional. O tratado da Aliança, de que fazem parte formalmente 28 nações, estipula que para que a NATO defenda militarmente um país, este deve ser membro de pleno direito e não apenas sócio.