terça-feira, 17 de maio de 2016

Parabéns Yaakov Litzman. Não há necessidade de comer junk food em Israel. Ainda assim nada foi proibido então a democracia continua.


Ministro da Saúde de Israel enfrenta o McDonald’s, diz jornal
Defensor ferrenho da alimentação saudável, o judeu ultraortodoxo se posicionou contra a rede de comida americana

Reuters
MUNDO ULTRAORTODOXO 07:43 - 16/05/16POR NOTÍCIAS AO MINUTO

Segundo o diário israelense "Haaretz", o ministro da saúde do país foi descrito como uma versão barbuda de Michelle Obama de Israel. Assim como a primeira-dama norte-americana, o judeu ultraortodoxo Yaakov Litzman é defensor persistente da alimentação saudável.
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Devido a sua posição ferrenha nesse quesito, recentemente ele se envolveu em um debate com a rede de fast-food McDonald’s, de acordo com informações da coluna de Diogo Bercito, da Folha de S. Paulo.

Em Israel, a empresa tem 180 restaurantes, e cerca de 50 deles são “kosher”, ou seja, servem produtos seguindo as normas de alimentação judaicas. Por causa das restrições, o cardápio se torna um tanto curioso, já que a literatura religiosa proíbe a mistura de carne com queijo, inviabilizando por definição o tradicional cheeseburguer.

Na realidade Litzman, um ultraortodoxo do ramo místico hassídico, não se preocupa exatamente com a religião. “Não há necessidade de comer ‘junk food’, não no nosso país. McDonald’s está fora. Não há necessidade de comer no McDonald’s”, afirmou o ministro durante uma conferência.

O jornal local “Jerusalem Post” informa que o político disse ter sido pressionado pela indústria alimentícia “para não discutir o ‘junk food’ de maneira negativa, pois isso reduziria as vendas ao público”. Yaakov Litzman diz focar suas preocupações nos casos de diabetes no país.

O McDonald’s rebateu declarando ser “parte da solução, e não do problema”, fazendo referência aos seus esforços em reduzir gordura, açúcar e sódio em seus produtos. Para a rede de comida americana, as afirmações do ministro da Saúde foram “pouco científicas”.

Desde o seu surgimento em Israel, em 1993, o McDonald’s envolveu-se em diversas disputas com setores ortodoxos. Houve discussões sobre sua possível abertura durante o dia religioso do sábado, por exemplo. PARTILHE ESTA NOTÍCIA

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