domingo, 5 de junho de 2016

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Milhares celebram conquista de Jerusalém oriental por Israel

05/06/2016 - 18h20min
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Dezenas de milhares de pessoas marcharam neste domingo, em meio a fortes medidas de segurança, em Jerusalém, para comemorar a conquista da parte palestina da Cidade Santa por Israel há 49 anos.

As Nações Unidas condenaram em várias ocasiões a ocupação e anexação de Jerusalém oriental por Israel em 1967.

Os palestinos querem transformar a parte oriental de Jerusalém na capital do Estado que pretendem fundar, o que os dirigentes israelenses rejeitam.

"Há 49 anos, Jerusalém está livre de suas correntes. Não voltaremos a uma realidade de uma cidade dividida e ferida", declarou, em discurso no domingo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

"Continuaremos construindo em Jerusalém para todos os seus habitantes", acrescentou, segundo meios de comunicação israelenses.

O 49º aniversário da guerra dos Seis Dias, durante a qual Israel ocupou Jerusalém oriental, se celebra este ano às vésperas da festa muçulmana do Ramadã.

Grande parte dos palestinos são muçulmanos e Israel temia que a celebração da controversa conquista de Jerusalém oriental gerasse distúrbios, razão pela qual as autoridades mobilizaram mais de dois mil agentes, segundo um porta-voz da polícia.

Os participantes foram ao Muro das Lamentações, local sagrado para os judeus, atravessando o bairro muçulmano.

A Suprema Corte rejeitou neste domingo um recurso da ONG israelense Ir Amim, que defendia proibir a entrada da marcha à Cidade Velha através da Porta de Damasco, principal acesso usado pelos palestinos.

A alta corte rejeitou o recurso, mas decretou que a marcha pelo bairro muçulmano começasse às 18H15 locais (12h15 de Brasília) e terminasse, no mais tardar, às 19H00 (13H00 de Brasília).

A restrição horária foi adotada devido a que o ramadã poderia ser antecipado na noite de domingo, pois seu início coincide com a lua nova.

Pequenos grupos de jovens judeus com bandeiras israelenses entraram no bairro muçulmano repetindo lemas nacionalistas. Alguns comerciantes fecharam as lojas por precaução, depois que, no ano anterior, foram registrados distúrbios.

"No ano passado, puseram cola na minha fechadura", reclamou Rimon Himo, gerente de uma loja, enquanto protegia a fechadura com fita adesiva. "Aprendi a lição", acrescentou.

* AFP
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