domingo, 3 de julho de 2016

SEJA EM ISRAEL OU QUALQUER DEMOCRACIA, SISTEMAS ON LINE COMO FACEBOOK NÃO PODEM SER FERRAMENTAS AO TERROR. SEJA IMPEDIDO POR TODOS OS MÉTODOS




Facebook dificulta segurança de Israel, diz ministro israelense

Segundo o ministro, Facebook não faria o suficiente contra a violência. Ele ainda pediu que os cidadãos de Israel pedissem monitoramento.02/07/2016 18h55 - Atualizado em 02/07/2016 18h55

Da Reuters

O ministro de Segurança Interna de Israel acusou neste sábado o Facebook e seu fundador, Mark Zuckerberg, de não fazerem o suficiente para evitar o incitamento contra Israel. Ele disse ainda que a rede social estaria "sabotando" o trabalho da polícia israelense.

Anteriormente, Israel havia dito que o Facebook era usado para incentivar os ataques e que o governo estava elaborando uma legislação para obrigar o Facebook, YouTube, Twitter e outras mídias sociais a excluírem posts incitando o terrorismo.

Mas os comentários feitos por Gilad Erdan, da coalizão de direita do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que supervisiona a aplicação da lei, foram particularmente mordazes.

Ele disse que Zuckerberg é o responsável pela política do Facebook e pediu aos "cidadãos de Israel que o inundassem em todos os lugares possíveis com a demanda de monitorar a plataforma que ele criou e com a qual ganha bilhões".

Um porta-voz do Facebook em Israel disse que a companhia não iria comentar as declarações do ministro.

"Hoje, o Facebook sabota, isso deve ser conhecido, sabota o trabalho da polícia israelense, porque quando a polícia israelense se aproxima deles, e é a respeito de um residente da Judeia e Samaria, o Facebook não coopera", disse ele, referindo-se a área da Cisjordânia.

"Ele também impõe uma barreira muito elevada para a remoção de conteúdo e mensagens", disse Erdan, durante uma entrevista ao Canal 2.

Desde outubro, os palestinos mataram 34 israelenses e dois turistas norte-americanos em uma onda de ataques de rua, a maioria com facadas. Forças israelenses mataram pelo menos 201 palestinos com tiros, 137 dos quais Israel diz serem assaltantes. Outros foram mortos em confrontos e protestos.

Líderes palestinos dizem que os assaltantes agiram como forma de desespero em decorrência ao colapso das negociações de paz em 2014 e à expansão de assentamentos israelenses em território ocupados pelos palestinos que buscam um Estado independente. A maioria dos países vê os assentamentos como ilegais. Israel contesta.

Israel diz que a incitação nos meios de comunicação palestinos e problemas internos têm sido fatores importantes no estimulo aos agressores, muitas vezes adolescentes, para atacar.






© Copyright 2000-2016 Globo Comunicação e Participações S.A.