quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Para a construção do F-35, a multinacional norte-americana de armamento Lockheed Martin estabeleceu joint-ventures com diversas companhias de outros países, incluindo várias de Israel: Israel Aerospace Industries, Elbit System-Cyclone e Elbit Systems Ltd.




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Administração Obama entrega a Israel jacto capaz de atacar o Irão

RTP29 Nov, 2016, 18:04 | Mundo


| Reuters
As declarações dos responsáveis da Força Aérea israelita são eufóricas: o caça "invisível" F-35 permitirá a Israel restabelecer a sua supremacia aérea no Médio Oriente pelo menos nos próximos 40 anos. Em concreto, voltará a poder escapar aos sistemas antiaéreos russos instalados na Síria e no Irão.



O caça F-35, conhecido no jargão da Força Aérea israelita (IAF) como "Adir" (palavra hebraica para "pavoroso"), deverá ser-lhe entregue dentro de duas semanas no aeródromo militar de Nevatim.

Um oficial da IAF citado pelo diário israelita Jerusalem Post afirma a este respeito: "O futuro está aqui. O F-35 vai permitir à Força Aérea levar a cabo missões que a sua frota actual é incapaz de cumprir hoje em dia. Em quantidade e em qualidade, em profundidade no território inimigo, em áreas pejadas de ameaças, no número de missões, com menos pessoas em comparação ao que é feito hoje".

E considerou especialmente importante que o novo aparelho permita à IAF realizar mais missões simultâneas, como lhe é exigido numa "era de frentes múltiplas".

Avigdor Liberman, o político da extrema-direita israelita que actualmente dirige o Ministério da Defesa, comentou que se trata "do [caça] mais avançado do mundo e o melhor para salvaguardar a superioridade aérea de Israel". E explicou que essa superioridade se deve à capacidade do F-35 para iludir os radares inimigos e para escapar aos mísseis russos S-300 instalados na Síria e nas imediações do reactor nuclear iraniano de Fordow.

Nos Estados Unidos, foram treinados seis pilotos israelitas para manejar estes aparelhos. O comandante do esquadrão afirmou, também citado pelo Jerusalem Post, que "comprámos este avião para poder atacar em lugares que nem sempre somos capazes de atacar, e este avião sabe perfeitamente como fazê-lo".

Israel é, depois dos EUA, o primeiro país a dispor do F-35. Está previsto que o aparelho só saia do espaço aéreo israelita em missões de combate, e nunca em exercícios de treino ou para efeitos de manutenção. Os outros países que adquirirem F-35 no futuro terão, pelo contrário, de enviá-los regularmente para centros de manutenção fora das suas fronteiras.

Para a construção do F-35, a multinacional norte-americana de armamento Lockheed Martin estabeleceu joint-ventures com diversas companhias de outros países, incluindo várias de Israel: Israel Aerospace Industries, Elbit System-Cyclone e Elbit Systems Ltd.

Cada aparelho, considerado caro, custa cerca de 100 milhões de dólares e o balanço dos seus protótipos norte-americanos não tem sido isento de controvérsia: dois meses depois de serem considerados aptos para combate, o Pentágono mandou pará-los, para verificação de falhas graves, em especial no seu sistema de refrigeração.

Oito dos aparelhos que foram suspensos na altura pertencem a Israel. O número de jactos cuja compra foi aprovada no domingo pelo gabinete de Segurança do Governo israelita é de 17.

Apesar das falhas que preocupam o Pentágono, a Força Aérea israelita está entusiástica com as novas aquisições e pretende comprar o modelo seguinte do F-35, para aterragem e descolagem verticais. Estes aparelhos destinam-se a operar em condições mais difíceis, a partir de navios ou de bases aéreas com condições primitivas, próximo de zonas de combate.






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