quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

"As políticas de construção de Israel são definidas em Jerusalém, não Nova York".Pelo quarto dia, autoridades de Israel acusaram a equipe de Obama de emboscá-los nas Nações Unidas.Embora a Casa Branca negue, israelenses mencionaram um encontro entre o secretário de Estado, John Kerry, e seu colega neozelandês um mês antes da votação, para discutir uma solução para o conflito entre Israel e Palestina. A Nova Zelândia foi um dos proponentes da resolução da sexta-feira.Ron Dermer, embaixador de Israel nos EUA, disse que seu país dispunha de outras informações, não públicas, de envolvimento da parte do governo Obama, mas não ofereceu provas e se limitou a dizer que elas seriam fornecidas ao governo Trump quando o republicano assumir."Eles não só não impediram a resolução como estiveram por trás dela desde o começo", disse Dermer. "É por isso que o primeiro-ministro [Binyamin Netanyahu] está tão irritado."A resolução do Conselho aprovada na sexta (23) condena os assentamentos israelenses na Cisjordânia e Jerusalém Oriental como "violação flagrante das leis internacionais" e obstáculo à paz.Trump pressionou publicamente pelo veto da resolução e escolheu um defensor dos assentamentos como futuro embaixador em Israel.

 
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    Ignorando resolução da ONU, Israel anuncia novas casas em assentamento

    DO "THE NEW YORK TIMES"

    27/12/2016 21h37

    Ahmad Gharabli-20.dez.2010/France Presse
    Colono israelense (à dir.) discute com palestino em assentamento judaico de Jerusalém Oriental, reivindicada pela ANP
    Colono israelense (à dir.) discute com palestino em assentamento judaico de Jerusalém
    Apesar da derrota sofrida nas Nações Unidas, o governo de Israel anunciou que seguirá em frente com a construção de milhares de casas novas em territórios palestinos ocupados, e alertou os países contra novas ações, declarando que Israel "não oferece a outra face".
    Apenas alguns dias após o Conselho de Segurança da ONU votar pela condenação dos assentamentos israelenses, a Prefeitura de Jerusalém sinalizou que pretende aprovar, nesta quarta-feira (28), a construção de 600 casas na parte oriental da cidade, que caberia aos palestinos, como parte inicial do que um funcionário descreveu como um plano de construção de 5,6 mil casas novas.
    Os líderes israelenses disseram não haver motivo para interromper as construções. A resolução do Conselho "é absurda e completamente distante da realidade", disse Oded Revivi, o principal enviado internacional do Conselho Yesha, que representa os colonos da Cisjordânia.
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    "As políticas de construção de Israel são definidas em Jerusalém, não Nova York".
    Pelo quarto dia, autoridades de Israel acusaram a equipe de Obama de emboscá-los nas Nações Unidas.
    Embora a Casa Branca negue, israelenses mencionaram um encontro entre o secretário de Estado, John Kerry, e seu colega neozelandês um mês antes da votação, para discutir uma solução para o conflito entre Israel e Palestina. A Nova Zelândia foi um dos proponentes da resolução da sexta-feira.
    Ron Dermer, embaixador de Israel nos EUA, disse que seu país dispunha de outras informações, não públicas, de envolvimento da parte do governo Obama, mas não ofereceu provas e se limitou a dizer que elas seriam fornecidas ao governo Trump quando o republicano assumir.
    "Eles não só não impediram a resolução como estiveram por trás dela desde o começo", disse Dermer. "É por isso que o primeiro-ministro [Binyamin Netanyahu] está tão irritado."
    A resolução do Conselho aprovada na sexta (23) condena os assentamentos israelenses na Cisjordânia e Jerusalém Oriental como "violação flagrante das leis internacionais" e obstáculo à paz.
    Trump pressionou publicamente pelo veto da resolução e escolheu um defensor dos assentamentos como futuro embaixador em Israel.
    Líderes palestinos deixaram claro que usariam a resolução ante os órgãos internacionais a fim de promover seu caso contra Israel.
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