quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Entre as principais razões, disse ele a uma plateia que incluía diplomatas estrangeiros e líderes comunitários norte-americanos judeus, “isso mandaria uma mensagem forte contra a deslegitimação de Israel”. Dermer disse esperar que no ano que vem, quando o novo embaixador dos EUA acender as tradicionais velas do Hanukkah na embaixada, ele o faça em Jerusalém. Seus comentários pareceram mais contundentes do que aqueles feitos recentemente pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que há muito tempo promete manter Jerusalém como capital integral do Estado judeu.

Enviado de Israel aos EUA aprova mudar embaixada para Jerusalém

  • Ron Dermer, enviado israelense à capital dos EUA, fez a declaração menos de uma semana depois de Trump anunciar sua decisão de nomear David Friedman
Washington – O embaixador de Israel nos Estados Unidos fez uma defesa intensa da promessa do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, de transferir a embaixada norte-americana de Tel Aviv para Jerusalém, uma medida que simbolizaria o rompimento com um princípio de política externa de longa data de Washington.
Ron Dermer, enviado israelense à capital dos EUA, fez a declaração menos de uma semana depois de Trump anunciar sua decisão de nomear David Friedman, linha-dura pró-Israel que apoia o prosseguimento da construção de assentamentos judeus e a transferência da representação para Jerusalém, como embaixador para Israel.
Em discurso durante uma comemoração do Hanukkah na embaixada israelense, Dermer insistiu que mudar o local da missão diplomática dos EUA seria “um grande passo adiante para a paz”, e não algo que iria inflamar o mundo árabe, como alertaram os críticos da ideia.
Israel e os palestinos, que buscam um Estado próprio, desejam Jerusalém como sua capital. Sucessivos governos norte-americanos disseram que o status da cidade deve ser negociado.
Se Trump cumprir sua promessa de campanha, o gesto irá reverter uma postura de décadas e atrair repúdio internacional.
Jerusalém abriga locais sagrados para judeus, muçulmanos e cristãos.
Na sexta-feira, Saeb Erekat, autoridade palestina de alto escalão, alertou que a transferência da embaixada para Jerusalém significaria a “destruição do processo de paz como um todo”. As últimas conversas de paz a respeito de um Estado palestino patrocinadas por Washington fracassaram em 2014.
Dermer, sem mencionar Trump ou seu embaixador designado pelo nome, disse que a mudança “deveria ter acontecido muito tempo atrás”.
Entre as principais razões, disse ele a uma plateia que incluía diplomatas estrangeiros e líderes comunitários norte-americanos judeus, “isso mandaria uma mensagem forte contra a deslegitimação de Israel”.
Dermer disse esperar que no ano que vem, quando o novo embaixador dos EUA acender as tradicionais velas do Hanukkah na embaixada, ele o faça em Jerusalém.
Seus comentários pareceram mais contundentes do que aqueles feitos recentemente pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que há muito tempo promete manter Jerusalém como capital integral do Estado judeu.