quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Certamente, jamais uma Palestina islâmica permitiria a proteção de mulheres quanto à sexualidade e as agressões seriam muito além do que se possa imaginar. Mas é para criar um estado de terror e fanatismo letal em Israel que 70 nações são convocadas no dia 15 de janeiro, domingo, pela França atual inimiga daquela que evocava liberdade, igualdade e fraternidade. Defenda-se e se unifique Israel.

Israel enfrenta uma série de escândalos sexuais

12/01/2017 11:23

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Uma série de revelações sobre agressões sexuais imputadas a funcionários de alto escalão obriga Israel a se perguntar sobre a persistente atitude retrógrada de certos homens, revelada graças a uma nova liberdade de palavra das mulheres.
O caso mais chocante é o de Moshé Katzav, presidente de Israel de 2000 a 2007, que acaba de sair da prisão depois de cumprir uma condenação de cinco anos por estupro.
Nos últimos meses, um general, um ex-funcionário de alto escalão do governo e um deputado figuram entre outras personalidades israelenses que foram envolvidas em casos deste tipo.
O general Ofek Buchris renunciou em julho de 2016 depois de ter sido acusado de estupro. Chegou a um acordo com a justiça, o que evitará a prisão, ao reconhecer que teve uma relação consensual com uma subordinada, o que está proibido no exército, e uma conduta inadequada com outra.
Mas o acordo provocou a revolta de parte da opinião pública. Quatro antigas mulheres-soldado publicaram um vídeo que fez muito sucesso nas redes sociais. Intitulado "as meninas de Buchris", o vídeo denuncia o corporativismo do exército em tais circunstâncias, assim como os insultos que as mulheres agredidas recebem na internet.
"Não somos carne para os oficiais", afirmam no vídeo.
Centenas de pessoas se manifestaram recentemente diante do quartel-general do exército em Tel Aviv, gritando: "Não é não! É tão difícil de entender?".
Esta mobilização "não ocorreu porque, de repente, existem mais escândalos do que antes (...) Simplesmente as mulheres começam a entender que podem falar, denunciar, dar nomes", explicou a organizadora da manifestação, Noga Shahar, atriz do Teatro Nacional de Israel.
Mas "o sistema judicial não responde", acrescentou.
Shahar citou o caso "indignante" de Yitzak Cohen, um juiz de Nazaré acusado de ter forçado uma funcionária a se sentar em seus joelhos e de tê-la acariciado em 2010.
O magistrado renunciou, mas um acordo depois de se declarar culpado pode evitar a sua prisão e condená-lo apenas a trabalhos em benefício da comunidade e a uma multa de 2.500 shekels (600 euros).
Não é possível saber o número exato de agressões sexuais "porque a maioria das mulheres nem mesmo se importa em ir à polícia", indicou Orit Sulitzeanu, uma funcionária da Associação de Centros de Crise contra o Estupro em Israel (ARCCI).
Mas a ação da ARCCI e uma crescente conscientização provocaram um tsunami de queixas de vítimas, afirmou.
Em 2015, os centros da ARCCI receberam 9.197 chamadas denunciando novos incidentes de agressão sexual, um aumento de 17% em cinco anos, segundo a organização.
E isso "é apenas uma parte da realidade", afirmou Orit Sulitzeanu, ao se referir ao escasso formalismo que caracteriza as relações em Israel.
"É uma sociedade majoritariamente sem distâncias" e na qual é aceitável um certo grau de contato físico, explicou.
Destaca que o lugar central ocupado pelo exército e pelo serviço militar, obrigatório para ambos os sexos, faz com que os abusos que ocorrem ali se reproduzam posteriormente na sociedade.
"Do exército se propaga à polícia e ao local de trabalho", afirmou.
O exército disse punir semelhantes condutas. Em 2015, alega, 12 ações por estupro deram lugar a investigações por parte da polícia militar, contra oito em 2014 e cinco em 2013.
O exército abriu um serviço de assistência jurídica para os militares vítimas de agressões sexuais.
A primeira mulher a quem concedeu sua ajuda foi a que acusou o general Buchris.
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