quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

"Eu nunca vou me abster quando as Nações Unidas tomarem qualquer ação que entre em conflito direto com os interesses e valores dos Estados Unidos".




MUNDO

Indicada por Trump à ONU fará discurso 'bombástico' pró-Israel

Nikki Haley prepara texto com defesa ferrenha do aliado americano

POR O GLOBO, COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS
Atualizado: 

Governadora da Carolina do Sul, Nikki Haley, discursa no National Press Club, em Washington, em 2 de setembro de 2015 KEVIN LAMARQUE / REUTERS

WASHINGTON — Indicada pelo presidente eleito Donald Trump para o posto de embaixadora dos EUA na ONU, a governadora da Carolina do Sul Nikki Haley deve fazer um discurso "bombástico" de apoio a Israel em sabatina no Senado americano, na quarta-feira, de acordo com a agência de notícias "Reuters".
Um trecho do discurso preparado para Haley, obtido pela “Reuters”, indica um tom elevado contra as recentes sanções pedidas pela ONU a Israel, devido aos conflitos territoriais envolvendo a Palestina.
“Em lugar algum a ONU falhou de forma mais consistente e mais ultrajante do que em seu viés contra Israel, nosso aliado próximo”, diz o texto.
Haley se apresentará na quarta-feira ao Comitê de Relações Exteriores do Senado americano, que fará uma sabatina antes de oficializar sua nomeação como embaixadora dos EUA na ONU.
Após a vitória na eleição presidencial americana, Trump deu seguidas mostras de que manterá uma firme linha pró-Israel em seu governo. Em sua conta no Twitter, no fim do ano, Trump criticou a postura de Obama e disse que Israel estava sendo tratado com "total desprezo e desrespeito".
Trump referia-se à abstenção dos EUA na resolução da ONU que condenou o formato de colonização israelense na região da Palestina. A postura dos EUA, que optaram por não impor o veto, foi fundamental para que a resolução fosse aprovada.
O enviado especial da ONU ao Oriente Médio, Nickolay Mladenov, advertiu nesta terça-feira que os apelos de Israel para anexação da Cisjordânia "colocam em risco a perspectiva de paz" na região. O apelo de alguns ministros israelenses pela anexação de parte ou de toda a área, que integraria um Estado palestino, foi apoiado pelo embaixador nomeado por Trump para Israel, David Friedman.