sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Autoridades de Israel saudaram nesta sexta-feira (3) o que viram como um consentimento para ampliar seus assentamentos depois que a Casa Branca reverteu uma política já antiga de criticar as construções em terras ocupadas.


YEHOWAH ALECHEM IEHOUAH SEJA CONVOSCO. GUEBORIM HASHEM ADONAI YEHOWAH - YEHOWAH ELOHIM TSEVA'OT ELSHADAI. GUERREIROS DO NOME SOBERANO IEHOUAH - IEHOUAH TODO-PODEROSO DOS EXÉRCITOS POTENTISSIMO

Israel interpreta declaração dos EUA sobre assentamentos como luz verde

Pronunciamento de Trump sobre o conflito israelo-palestino é abrandamento em relação às gestões de Obama e George W. Bush.




Por Reuters

03/02/2017 15h11 Atualizado há 1 hora



Foto desta sexta-feira (3) mostra visão geral do assentamento israelense Almon (Anatot), na Cisjordânia ocupada (Foto: AHMAD GHARABLI / AFP)



Autoridades de Israel saudaram nesta sexta-feira (3) o que viram como um consentimento para ampliar seus assentamentos depois que a Casa Branca reverteu uma política já antiga de criticar as construções em terras ocupadas.


Em seu primeiro anúncio substantivo sobre o conflito israelo-palestino, o governo do presidente norte-americano, Donald Trump, disse que não crê que os assentamentos impeçam a paz com os palestinos, embora tenha reconhecido que "a expansão dos assentamentos existentes para além de suas fronteiras atuais pode não ser útil para a conquista deste objetivo".


De certa forma, o comunicado pareceu uma tentativa de refrear o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que anunciou planos para uma expansão abrangente de assentamentos desde a posse de Trump em 20 de janeiro, incluindo cerca de 6 mil novas casas.


Mas olhando mais atentamente, o informe é um abrandamento em relação à gestão Obama e mesmo à de George W. Bush, porque não considera os assentamentos um obstáculo para a paz nem descarta sua ampliação dentro das quadras já existentes.


"Netanyahu ficará feliz", disse um diplomata israelense veterano em uma mensagem de texto. "Praticamente uma carta branca para construirmos o quanto quisermos em assentamentos existentes, contanto que não aumentemos fisicamente os hectares. Nenhum problema nisso".


A vice-ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Hotovely, colega de Netanyahu no partido de direita Likud, interpretou a comunicação da mesma maneira, dizendo que as construções na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, que os palestinos querem para seu próprio Estado juntamente com Gaza, irão prosseguir sem freios.


Não houve comentário dos palestinos de imediato.

BENJAMIN NETANYAHU
DONALD TRUMP
ESTADOS UNIDOS
ISRAEL

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