quinta-feira, 6 de abril de 2017

À pergunta sobre se Israel deveria se envolver na guerra na Síria, Lieberman respondeu: “Por que nós teríamos que fazer o trabalho de outros? É responsabilidade da comunidade internacional”. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou na terça-feira, após o anúncio do ataque contra uma cidade rebelde da província de Idlib, que a comunidade internacional deveria agir para eliminar as armas químicas na Síria.


Israel diz ter certeza de que Assad deu ordem para ataque na Síria


O ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman - POOL/AFP/Arquivos


AFP06.04.17 - 08h33




O ministro da Defesa israelense, Avigdor Lieberman, disse nesta quinta-feira estar 100% seguro de que o presidente sírio, Bashar al-Assad, ordenou diretamente o suposto ataque químico que deixou ao menos 86 mortos e provocou indignação internacional.

O ataque foi dirigido “por ordem direta e premeditada do presidente sírio Bashar al-Assad, com aviões sírios. Digo isto com 100% de certeza”, declarou Lieberman ao Yediot Aharonot, segundo trechos de sua entrevista publicada no site do jornal israelense.

Não informou, no entanto, em que esta certeza se baseava.

O ministro criticou a inação da comunidade internacional, julgando que sua reação se resumia a “zero”.

O Conselho de Segurança da ONU, reunido na quarta-feira de urgência, adiou a votação sobre uma possível resolução de condenação, tempo para os ocidentais negociarem com a Rússia, apoio de Damasco.

À pergunta sobre se Israel deveria se envolver na guerra na Síria, Lieberman respondeu: “Por que nós teríamos que fazer o trabalho de outros? É responsabilidade da comunidade internacional”.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou na terça-feira, após o anúncio do ataque contra uma cidade rebelde da província de Idlib, que a comunidade internacional deveria agir para eliminar as armas químicas na Síria.

Israel acompanha de perto os acontecimentos de seu vizinho sírio. As relações entre os dois países, que seguem oficialmente em estado de guerra, são tão tensas que o regime sírio recebe o apoio, em sua batalha contra os rebeldes, do Hezbollah libanês e do Irã, dois grandes inimigos de Israel.