terça-feira, 9 de maio de 2017

ISRAEL JULGA E PUNE SEUS CIDADÃOS INFRATORES DE OPERÁRIOS À GENERAIS E MINISTROS DE ALTO ESCALÃO. NÃO PODE E NÃO DEVE INDENIZAR PESSOAS VÍTIMAS DE CRIMES INDIVIDUAIS COMO SE ESTES FOSSEM DE SUA AUTORIA. DIFERENTE DA SOCIEDADE PALESTINIANA E OUTRAS ISLÂMICAS EM QUE A AGRESSÃO CONTRA A DIGNIDADE HUMANA PREVALECE SOBRE DESCULPAS POLÍTICAS E RELIGIOSAS.



http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2016/01/1725344-israel-indicia-dois-extremistas-judeus-por-queimar-casa-de-familia-palestina.shtml

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Israel indicia dois extremistas judeus por queimar casa de família palestina


DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS03/01/2016 09h39
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A Justiça de Israel indiciou neste domingo (3) quatro extremistas judeus por envolvimento no ataque à casa de uma família palestina em Duma, na Cisjordânia, que terminou com a morte de um casal e de seu filho de 18 meses.

A ação, realizada em 31 de julho de 2015, também deixou uma criança de quatro anos gravemente ferida e foi um dos fatos que alimentaram a onda de violência entre israelenses e palestinos iniciada em setembro do ano passado.
Majdi Mohammed - 31.jul.2015/Associated Press

Palestino inspeciona a casa da família Dawabsheh, queimada após ataque de extremistas judeus

Amiram Ben-Uliel, 21, morador de um assentamento judaico, foi indiciado por triplo homicídio, tentativa de homicídio e por pertencer a uma organização terrorista. Ele é acusado de ter atirado o coquetel molotov que queimou a casa.

Um adolescente de 17 anos que, segundo a Promotoria, estava com Ben-Uliel foi considerado cúmplice do assassinato e indiciado por conspirar para cometer um homicídio por motivos racistas.

Além deles, a Justiça também acolheu os processos contra Yinon Reuveni, 20, e outro adolescente israelense acusados de fazerem ataques violentos contra palestinos e participarem de uma organização terrorista.

O incêndio criminoso à casa da família Dawabsheh provocou a morte instantânea do bebê Ali, de 18 meses. Seus pais, Riham e Saad, morreram no hospital devido às queimaduras. O outro filho do casal, Ahmad, 4, ainda está internado.
Ahmad Gharabli - 5.dez.2015/AFP

Ahmad Dawabsheh, 4, está internado no hospital Tel Hashomer, em Israel, após sua família ser atacada

Os pais de Ben-Uliel dizem que o filho é inocente e acusam as forças de segurança de torturá-lo no interrogatório para que confessasse a autoria do crime. Para o irmão de Saad Dawabsheh, Nasser, os indiciamentos não são suficientes.

"É claro que as instituições de Israel não são sérias. Claramente existe uma organização por trás deste crime, até a imprensa sabe disso. E o governo não fez nada sério para evitar isso e não age para perseguir os assassinos."

REVOLTA

O ataque, feito enquanto a família dormia, provocou revolta entre os palestinos e foi condenado por políticos de Israel. Na época, o primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, prometeu tolerância zero contra os responsáveis.

Diante da determinação, diversos extremistas judeus foram presos, alguns deles sem mandados judiciais. A ofensiva levou a críticas da oposição ao chefe de governo por não ter tratado da mesma forma outros ataques contra palestinos.

A demora na investigação do crime e no indiciamento dos responsáveis irritou os palestinos que consideram a Justiça israelense enviesada, por usar um tratamento diferente para processar extremistas judeus ou criminosos palestinos.

O incêndio criminoso foi um dos motivos que levou ao fim oficial do último processo de paz entre Israel e palestinos e alimentou a onda de violência na Cisjordânia, em Jerusalém Oriental e em algumas regiões israelenses.

Desde o início de outubro, 21 pessoas morreram do lado israelense, a maior parte em esfaqueamentos, ataques a tiros e atropelamentos, enquanto 131 palestinos foram mortos por soldados, 90 acusados de terem atacado israelenses.


http://istoe.com.br/familia-de-bebe-palestino-queimado-vivo-leva-israel-a-justica/

Família de bebê palestino queimado vivo leva Israel à Justiça


Homem segura foto de Ali Dawabshé, em Douma, em 31 de julho de 2015 - AFP/Arquivos


AFP08.05.17 - 16h37 - Atualizado em 08.05.17 - 18h33

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Uma família palestina dizimada em um incêndio criminoso, atribuído a judeus radicais, denunciaram Israel nesta segunda-feira, pedindo indenização e que o país admita sua responsabilidade na tragédia, informou seu advogado.

A família pede 16 milhões de shequels (4,44 milhões de dólares) ao Estado israelense, disse à AFP Nasser Dawabshé, tio do único sobrevivente do incêndio.

Ali Dawabshé, de 18 meses, morreu no incêndio em 31 de julho de 2015, provocado por artefatos lançados contra sua residência em Duma, na Cisjordânia ocupada.

O pai, Saad, e a mãe, Riham, que assim como o bebê, dormiam, morreram devido às queimaduras nas semanas seguintes. Só sobreviveu Ahmed, o irmão do pequeno, que tinha 4 anos na ocasião.

Nesta segunda-feira, a família apresentou uma denúncia em um tribunal de Nazaret (norte), “reivindicando que o Estado de Israel seja declarado responsável pela morte da família”, declarou seu advogado, Hasan Al Khatib, por telefone.

Há 50 anos, Israel ocupa a Cisjordânia, onde ocorreram os fatos.

Além disso, Ahmed é portador de deficiências físicas e também tem problemas psicológicos devido à morte de seus pais, segundo o advogado.

Dois jovens israelenses, inclusive um menor, foram responsabilizados no começo de 2016 pela Justiça israelense por assassinato e cumplicidade neste crime.