segunda-feira, 22 de maio de 2017

TRUMP: CUMPRA SUAS PROMESSAS DE CAMPANHA. PRINCIPALMENTE AS QUE DERRADEIRAMENTE TE ELEGERAM E MOSTRARAM AO MUNDO UM DONALD TRUMP DESEJÁVEL AOS POVOS E FAMÍLIAS GLOBAIS. NÃO PRECISA SER O SUPER-HOMEM, BASTA SER AQUELE QUE SE APRESENTOU AOS POVOS JUDEU, AMERICANO E PLANETÁRIOS. IDENTIDADE DE AÇÃO NÃO É OPINIÃO.


Em Jerusalém, Trump diz que nunca citou Israel em conversa com Rússia
Presidente se defende de acusações de vazar informações confidenciais providas por aliado

POR O GLOBO / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS
22/05/2017 12:28 / atualizado 22/05/2017 15:02

Donald Trump e Benjamin Netanyahu falam a repórteres antes de encontro em Jerusalém - JONATHAN ERNST / REUTERS


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JERUSALÉM — Ao fim de uma entrevista coletiva ao lado do premier israelense, Benjamin Netanyahu, o presidente dos EUA, Donald Trump, se defendeu das acusações que vem sofrendo sobre ter vazado informações confidenciais aos russos. Com certa intempestividade, o chefe da Casa Branca disse que "nunca citou a palavra 'Israel'" no seu encontro com o chanceler russo, Sergei Lavrov, em Washington. A polêmica começou quando a imprensa americana revelou que Trump havia compartilhado informações sensíveis providas por uma nação aliada — e, em seguida, que a fonte original da informação era Israel.




— Apenas para vocês saberem, eu nunca mencionei a palavra ou o nome de Israel — disse Trump, em tom provocativo aos jornalistas: — Então, vocês tem mais uma história errada.




Funcionários citados sob anonimato pelo "Washington Post" afirmam que as informações compartilhadas por Trump diziam respeito à proibição de notebooks em aviões por uma ameaça do Estado Islâmico, e foram transmitidas ao chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, e ao embaixador do país nos Estados Unidos, Sergey Kislyak, no encontro de 10 de maio no Salão Oval da Casa Branca. A informação teria sido passada à Inteligência americana pelo país aliado oficialmente não identificado, com conhecimento das rotinas internas do grupo jihadista, e foi considerada tão importante que não foi transmitida a outros aliados e teve circulação restrita dentro do próprio governo americano.

Maior aliado dos EUA no Oriente Médio, Israel é uma das maiores fontes de Inteligência contraterrorista no Oriente Médio. Caso haja indícios de que informações obtidas pelo país foram entregues sem autorização aos russos, a Casa Branca correria o risco de afetar profundamente uma já fragilizada relação entre os dois países. O "New York Times" destacou ainda que o Irã, como aliado dos russos, poderia fazer uso das informações coletadas para exercer maior influência na região.

Questionado pela NBC, o embaixador israelense, Ron Dermer, não confirmou a informação de que seu país seria o autor dos supostos relatórios, assim como fizera a Casa Branca.


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— Apreciamos a forte relação que temos com Israel e queremos reforçá-la — esquivou-se o porta-voz Sean Spicer.

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, H.R. McMaster, defendeu Trump das acusações e afirmou que não soube de quem vinham as informações supostamente vazadas, e nem que eram secretas.

— O que compartilhamos foi apropriado em vista do propósito da conversa e do que o presidente tentava alcançar — disse o conselheiro, acrescentando que as ações do presidente não colocaram a segurança nacional em risco. — Em nenhum modo o presidente comprometeu fontes da Inteligência. (...) O presidente não conhecia a fonte da informação.

A denúncia de uma fonte anônima ao "Post" não apenas gerou fortes críticas de democratas e republicanos, mas também intensificou a difícil relação que o presidente mantém com as próprias agências de Inteligência. Embora não possa ser considerada ilegal, uma vez que o mandatário tem o poder de reduzir o status de confidencialidade de qualquer informação que receba, a suposta decisão de Trump foi classificada pelo diário como “uma enorme violação da etiqueta da espionagem, que pode colocar em risco uma valiosíssima relação de compartilhamento de informações”.

Em um discurso de boas-vindas a Trump, Netanyahu disse esperar que a visita do presidente americano a Israel ajude a garantir a paz regional. Ao longo de dois dias, Trump se encontrará separadamente com Netanyahu e com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, além de visitar locais sagrados. Nesta segunda-feira, ele rezou no Muro das Lamentações de Jerusalém e visitou a Igreja do Santo Sepulcro.

TRUMP EM VISITA HISTÓRICA A ISRAEL


Presidente dos EUA, Donald Trump, faz oração no Muro das Lamentações, monumento sagrado na Cidade Velha de JerusalémFoto: MANDEL NGAN / AFP


A viagem do presidente americano a Israel faz parte de uma turnê por Oriente Médio e Europa; Trump foi o primeiro presidente em exercício a visitar a Cidade Velha de JerusalémFoto: MANDEL NGAN / AFP


Filha do presidente, Ivanka Trump toca o Muro das Lamentações Foto: POOL / REUTERS


A primeira-dama, Melania Trump, (na frente, à esq.) e a filha mais velha do presidente, Ivanka Trump (atrás, à esq.), deixam o Muro das Lamentações na Cidade Velha de Jerusalém Foto: POOL / REUTERS


Trump foi acompanhado pela sua família ao Muro das Lamentações; ao seu lado, estão a primeira-dama, Melania Trump, de branco; a sua filha, Ivanka Trump, e o seu genro, Jared KushnerFoto: Evan Vucci / AP


Trump e Melania caminham por Cidade Velha de Jerusalém; ao chegar a Tel Aviv, o líder americano elogiou o que chamou de vínculo indestrutível entre EUA e IsraelFoto: JONATHAN ERNST / REUTERS


Ao longo de dois dias, Trump se encontrará separadamente com Netanyahu e com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, além de visitar locais sagradosFoto: Evan Vucci / AP


Trump cumprimenta com aperto de mão o presidente de Israel, Reuven Rivlin, em JerusalémFoto: THOMAS COEX / AFP


Jared Kushner e Ivanka Trump, genro e filha do presidente, que são também seus assessores na Casa Branca, participaram da primeira viagem internacional do mandato de TrumpFoto: THOMAS COEX / AFP


Em Jerusalém, cartaz diz "Trump faça Israel grande", em referência ao lema de campanha adotado pelo republicano na corrida à Casa BrancaFoto: MENAHEM KAHANA / AFP


Presidente Donald Trump e a primeira-dama, Melania Trump, chegam a bordo do Air Force One ao aeroporto Ben Gurion Foto: AMIR COHEN / REUTERS


Trump e Melania participam de cerimônia ao lado do premier israelense, Benjamin Netanyahu, e sua mulher, Sara Netanyahu, ao chegarem a Tel AvivFoto: Oded Balilty / AP
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— Que a sua primeira viagem à nossa região se torne um marco histórico no caminho da reconciliação e da paz — disse Netanyahu a Trump. — A mão de Israel é estendida em paz a todos os nossos vizinhos, incluindo os palestinos.


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Trump já havia expressado seu desejo de se "chegar a um último acordo" sobre o processo de paz entre Israel e palestinos.

— Temos diante de nós uma rara oportunidade de levar segurança, estabilidade e paz na região — declarou no Aeroporto Internacional de Ben Gurion. — Mas só poderemos chegar lá trabalhando juntos. Não há outro caminho. Eu vim a esta terra sagrada e antiga para reafirmar o vínculo inquebrável entre Estados Unidos e o Estado de Israel.






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