domingo, 2 de julho de 2017

Aroldo conta que após anos de estudo, com inúmeros acertos e artigos publicados conseguiu chamar a atenção do Dr. George Sand França da Universidade Brasília (UNB), sismólogo bastante respeitado pelos estudiosos do tema. “Ele é o único da área que tem acreditado nas minhas previsões e que me deu orientações. Mas como é uma proposição, não é nada cientifico, não consigo a credibilidade da comunidade cientifica, principalmente, por não ter formação na área. Eles falam que os maiores nomes da sismologia já tentaram prever e não conseguiram”, lamenta. O pesquisador pensou em começar a faculdade de geologia, mas até pelos docentes da área ele foi recebido com preconceito, o que tirou o interesse dele pelo curso. “Sabe, já pensei em parar. No início ficava deprimido e o que me deixava mais chateado era além da pessoa não acreditar, me boicotar, principalmente aqui no Brasil. Mas hoje lido bem com isso. E sou muito respeitado fora daqui”.


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Sexta-Feira, 04 de Dezembro de 2015, 09h:10 | Atualizado: 04/12/2015, 16h:04CIÊNCIA
Cuiabano cria método que prevê terremotos e faz sucesso no Chile

Gabriele Schimanoski


Parece loucura, mas não é. Formado em letras e cursando o segundo ano da faculdade de Veterinária, Aroldo Maciel, é conhecido como o “homem que prevê terremotos”. A história deste cuiabano de coração, que nasceu em Lorena (SP), começou há cinco anos.

Na época, Aroldo era técnico de áudio e vídeo e facilitava a vida dos alunos de publicidade de uma universidade na Capital e passou a pesquisar sobre os abalos sísmicos que aconteceram entre os anos de 2004 e 2010, relacionando as similaridades que encontrou.

A fórmula, que ele mesmo desenvolveu, é simples. Consiste em pegar o histórico dos terremotos e seguí-los. “A partir daí utilizo um algoritmo de triangulação de dados que prevê em até sete dias um sismo que está a caminho, assim como ocorre com as correntes marítimas, por exemplo. Desse modo, eles possuem uma propriedade com a qual é possível calcular velocidade, localização e até a magnitude com grande precisão”, explica.

Tudo isso é feito de forma “amadora”, sem o emprego de tecnologia de ponta. O seu material de trabalho são livros, mapas, lápis, borracha e papéis para os cálculos. Depois de um ano de pesquisa, Aroldo passou a publicar os resultados do que ele chama de “Monitoramento de Abalos Sísmicos”, por meio do Twitter. Com a ajuda de amigos, que acreditam em seu trabalho, foi criado o perfil “@Quakeredalert”, mas, após inúmeras polêmicas e ameaças, parou de atualizar a página.

No entanto, a vontade de prestar um serviço de utilidade pública foi maior, criando um perfil pessoal @AroldoMaciel. Hoje ele é seguido hoje por 379 mil pessoas. Dessas, 300 mil são chilenas e as demais estão distribuídas em 140 países.

O grande número de seguidores chilenos faz todo sentido quando começamos a olhar as previsões que o pesquisador fez sobre os terremotos naquele país. “Tenho acompanhado os grandes terremotos que ocorrem no Chile desde 2011, os acertos estão na casa dos 80%. Fui ganhando confiabilidade e credibilidade, pois toda vez que encaminhava um email para as autoridades ou TVs falando sobre uma previsão, o terremoto acontecia o que comprovava minhas pesquisas”, lembra.


Posts sobre terremotos feitos por Aroldo

Para se ter ideia, o pesquisador chegou a anunciar nas suas redes sociais a possibilidade de um tremor com forte intensidade no último mês de setembro no Chile. Depois do anúncio, foi entrevistado no dia 20 e no dia 24 de agosto, em um programa da TV local na qual ratificava as informações e as regiões afetadas, especialmente o Norte do Chile, na região de Coquimbo.

A cidade de La Serena, que Aroldo cita nas entrevistas, há 70 anos não registrava um terremoto moderado. “Eu acertei, a minha previsão estava certa, o tremor chegou a 8,4 na escala Richter. O terremoto ocorreu em 16 de setembro. Eu fui até o local após o ocorrido. Hoje sou respeitado por muitos naquele país, inclusive por autoridades de lá”, conta.

O terremoto em questão foi maior já registrado no mundo neste ano e 6º maior registrado no Chile. Pelo menos um milhão de pessoas saíram de suas casas devido aos efeitos do tremor, bem como o alerta de tsunami. Ondas chegaram a quatro metros de altura na costa.

Na Argentina, pelo menos cinco províncias sentiram os tremores. E aqui no Brasil, em pelo menos quatro Estados foram relatados tremores, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Na foto ao lado, está o post que Aroldo publicou avisando sobre os efeitos no Brasil, inclusive na região da Avenida Paulista!

Um dos tremores mais recentes que o pesquisador previu foi o que ocorreu no Peru, no último dia 24, que chegou a 7,5 graus na escala Richter e pôde ser sentido na fronteira do Brasil com o Peru e nos estados do Acre, Amazonas, Rondônia e até mesmo no norte de Mato Grosso. Se alguém ainda dúvida dos acertos, clique aqui, e assista ao vídeo em que Aroldo explica a previsão. O vídeo está em espanhol, mas o que chama a atenção é que o pesquisador acertou até o prazo para o episódio, 34 dias. A entrevista foi gravada no dia 20 de outubro e o terremoto foi registrado no dia 24 de novembro. É no mínimo curioso.

Hoje o método utilizado pelo pesquisador é o único que consegue prever a ocorrência de um abalo sísmico com até sete dias de antecedência. Os métodos aprovados cientificamente só conseguem alertar a população com, no máximo, minutos e/ou segundos de antecedência. “É uma pena que a ciência hoje repudie minhas pesquisas. Nesses anos já entrei em contatos com muitos doutores e cientistas, no entanto, alegam que cientificamente é impossível prever um terremoto”, lamenta.

Enquanto isso, Aroldo se dedica na publicação de artigos voltados para o tema e utilizada das ferramentas e poucos recursos que tem para a divulgação do seu trabalho. O próximo passo será a lançamento de um aplicativo, no qual em até 48 horas antes do próximo tremor o pesquisador emitirá um alerta. “Fica o convite para quem tem interesse sobre o tema. Sigam minhas redes sociais e acompanhem minhas previsões”. Para acessar as redes sociais do pesquisador basta clicar nos links correspondentes: Twitter, Facebook e Instagram.

Ciência x preconceito

Aroldo conta que após anos de estudo, com inúmeros acertos e artigos publicados conseguiu chamar a atenção do Dr. George Sand França da Universidade Brasília (UNB), sismólogo bastante respeitado pelos estudiosos do tema. “Ele é o único da área que tem acreditado nas minhas previsões e que me deu orientações. Mas como é uma proposição, não é nada cientifico, não consigo a credibilidade da comunidade cientifica, principalmente, por não ter formação na área. Eles falam que os maiores nomes da sismologia já tentaram prever e não conseguiram”, lamenta.

O pesquisador pensou em começar a faculdade de geologia, mas até pelos docentes da área ele foi recebido com preconceito, o que tirou o interesse dele pelo curso. “Sabe, já pensei em parar. No início ficava deprimido e o que me deixava mais chateado era além da pessoa não acreditar, me boicotar, principalmente aqui no Brasil. Mas hoje lido bem com isso. E sou muito respeitado fora daqui”.

Confira vídeos:

Aroldo participa do quadro "Não fale com o motorista" do blogueiro Rodrigo Fernandes, Jacaré Baguela.

Entrevista na TV chilena na qual Aroldo fala sobre a possibilidade do terremoto em Coquimbo e La Serena

Chegada do Aroldo no Chile após confirmação do terremoto de 8,4 norte do país. O mais forte registrado neste ano.

Aroldo visita a região mais afetada pelo forte tremor e é recebido com emoção pela comunidade local

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