domingo, 9 de julho de 2017

Conforme comunicado de imprensa da empresa, os drones armados são eficazes contra "pequenos grupos [de inimigos] em áreas povoadas, que usam civis como escudos". Em seu website, a Duke diz querer ser capaz de "eliminar gente má" sem que sejam necessárias "botas amigas em solo", ou seja, sem uso de soldados.



Israel compra drones equipados com metralhadoras para 'uso em áreas populadas por civis'
© AFP 2017/ JACK GUEZ
ORIENTE MÉDIO E ÁFRICA
18:59 09.07.2017(atualizado 19:22 09.07.2017)URL curta
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Em um esforço para despontar frente à concorrência no mercado de guerra urbana, as Forças de Defesa de Israel (IDF) estão comprando drones portáteis que foram especialmente construídos para transportar armas, incluindo metralhadoras e lançadores de granadas.


A fabricante dos drones armados, Duke Robotics, com sede no norte da Flórida, foi fundada em 2014 por um veterano militar israelense reservista nas Forças Especiais de Israel. De acordo com o portal Defense One, a empresa pretende oferecer o equipamento ao Pentágono.

Conforme comunicado de imprensa da empresa, os drones armados são eficazes contra "pequenos grupos [de inimigos] em áreas povoadas, que usam civis como escudos". Em seu website, a Duke diz querer ser capaz de "eliminar gente má" sem que sejam necessárias "botas amigas em solo", ou seja, sem uso de soldados.

Especificações

Enquanto as leis da física dificultam a integração das armas em uma pequena plataforma aérea, o novo drone da Duke usa placas conectadas de forma flexível para redistribuir o recuo da arma, mantendo o dispositivo estacionário e melhorando sua precisão, informou o Defense One.

O dispositivo de controle remoto armado pode "montar um M4, SR25, um lançador de granadas de 40 milímetros", ou "transportar até 22 libras e [o sistema de placas] irá estabilizar o drone e permitir um tiro preciso", de acordo com as especificações do equipamento.

O primeiro produto da empresa será operado remotamente, o que significa que um humano vai comandar o voo, direcionar e puxar o gatilho de disparo a partir de um posto de comando, evitando a necessidade de agir de forma defensiva e sem o aspecto emocional envolvido em matar alguém pessoalmente.