sábado, 22 de julho de 2017

JERUSALÉM É E SEMPRE SERÁ A CAPITAL UNIFICADA DO SIONISTA ESTADO JUDEU DE ISRAEL E O STATUS QUO É INADMISSÍVEL NA VIDA ISRAELITA - SEJAM MANTIDOS OS DETECTORES DE METAIS


Palestinos congelam contatos com Israel por restrições em Jerusalém
Novos confrontos por causa de proteções na Cidade Velha deixam mortos e feridos

POR O GLOBO / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS
21/07/2017 16:31 / atualizado 21/07/2017 17:03
Dois palestinos são detidos pela polícia em Jerusalém - Mahmoud Illean / AP


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JERUSALÉM — A Autoridade Nacional Palestina decidiu decidiu congelar "em todos os níveis" seus contatos com Israel, anunciou seu presidente, Mahmoud Abbas. A decisão é diretamente ligada às novas restrições à presença de muçulmanos na Cidade Velha de Jerusalém, o que tem levado a confrontos violentos nos últimos dias. Ao menos três palestinos morreram e cerca de 400 ficaram feridos em confrontos com a polícia israelense na Cidade Velha de Jerusalém, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

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Segundo Abbas, os contatos ficarão congelados até a anulação de novas medidas impostas na região. Israel decidiu nesta sexta-feira que manterá os detectores de metais instalados nas entradas da Esplanada das Mesquitas após um ataque que deixou dois policiais mortos na semana passada, o que provocou revolta nos palestinos. Além disso, a polícia proibiu que homens com menos de 50 anos entrem no local, impedindo que participem da tradicional oração muçulmana semanal.

— Declaro a suspensão de todos os contatos com o lado israelense em todos os níveis até que israel cancele suas medidas na mesquita al-Aqsa e preserve o status quo — afirmou Abbas num pronunciamento.

De acordo com o ministro palestino de saúde, uma terceira vítima dos enfrentamentos de sexta-feira morreu no hospital após ser ferida no peito. Ele foi identificado como Mohammad Lafi, de 18 anos. Muhammad Sharaf, outro jovem da mesma idade, foi morto com um tiro no pescoço em Jerusalém Oriental. Outra vítima também morreu ao ser atingida por um disparo, segundo o hospital em que foi tratado.

A polícia israelense deteve 29 palestinos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental durante os protestos. De acordo com serviços médicos palestinos, 391 pessoas ficaram feridas nos confrontos com as forças de segurança. O Crescente Vermelho Palestino relatou que a maioria dos feridos sofreu efeitos da inalação de gás lacrimogêneo. Ao menos 38 foram baleados em Jerusalém e outros 66 na Cisjordânia. Dois dos feridos em Jerusalém Oriental estão em estado grave.
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Líderes muçulmanos e facções políticas palestinas incitaram a reunião de fiéis em um dia de raiva contra as novas medidas de segurança, que eles veem como uma mudança em delicados acordos que foram feitos por décadas. Uma multidão de palestinos orou fora dos portões da Esplanada das Mesquitas, devido à recusa em passar pelos detectores de metal instalados.

Cerca de três mil policiais israelenses barraram os jovens palestinos que queriam entrar no local. Em resposta, jovens jogaram objetos contra a polícia na ponte entre o Monte das Oliveiras e o Portão do Leão.

TENSÃO EM CONFRONTO EM JERUSALÉM


Palestinos oram no entorno da Cidade Velha de Jerusalém enquanto policiais observam. Forças de segurança israelenses barraram a entrada de homens de menos de 50 anos no local para as orações de sexta-feiraFoto: AHMAD GHARABLI / AFP


Militantes do Hamas participam de protesto em Gaza contra as novas medidas de segurança para a entrada na mesquita de al-AqsaFoto: MOHAMMED SALEM / REUTERS


O líder do Hamas, Ismail Haniya, participa de protesto em Gaza contra os detectores de metais e câmeras colocados por Israel na Esplanada das Mesquitas, lugar sagrado para os muçulmanosFoto: MOHAMMED ABED / AFP


Clérigos muçulmanos falam com agentes de segurança israelenses fora do Portão do Leão, a entrada principal para a mesquita de al-Aqsa, após Israel barrar a entrada de homens menores de 50 anos de entrar na Cidade Velha para as orações de sexta-feira Foto: JACK GUEZ / AFP


Manifestantes palestinos carregam uma maquete da Cúpula da Rocha, em Gaza, durante protesto contra os detectores de metais instalados na Esplanada das Mesquitas. Líderes muçulmanos incitaram a reunião de fiéis em um dia de raiva contra as novas medidas, que eles veem como uma mudança em delicados acordos que foram feitos por décadasFoto: MOHAMMED ABED / AFP


Policiais israelenses brigam com um homem durante protestos na Cidade Velha de Jerusalém. Ao menos dois palestinos morreram e cerca de 200 ficaram feridos em confrontos com a polícia israelense nos arredores da Esplanada das MesquitasFoto: JACK GUEZ / AFP


Jovens palestinos jogam pedras contra as forças de segurança israelenses durante protestos. Policiais responderam com gás lacrimogêneo Foto: AHMAD GHARABLI / AFP


Manifestantes pró-Palestina gritam durante um protesto contra Israel em IstambulFoto: OSMAN ORSAL / REUTERS


Palestinos reagem ao gás lacrimogêneo lançado pelas forças de segurança israelenses, em uma rua próxima à Cidade Velha de Jerusalém Foto: AMMAR AWAD / REUTERS


Palestinos correm fugindo do gás lacrimogêneo lançado por policiais israelenses, após as orações de sexta-feira na Cidade Velha de JerusalémFoto: AHMAD GHARABLI / AFP


Multidão oram numa rua em Jerusalém. A Esplanada das Mesquitas, que inclui a Cúpula da Rocha e a mesquita de al-Aqsa, vem sendo um motivo de atrito religioso por anosFoto: AMIR COHEN / REUTERS


Policais vigiam uma barreira em uma rua próxima à Cidade Velha de JerusalémFoto: AMMAR AWAD / REUTERS


Manifestante usa um estilingue para jogar pedras contra tropas israelenses durante protesto em Belém, na CisjordâniaFoto: MUSSA ISSA QAWASMA / REUTERS


Palestino carrega uma maquete da Cúpula da Rocha durante um protesto em Gaza.Desde que Israel capturou e anexou a Cidade Velha, na Guerra dos Seis Dias em 1967, o local também tornou-se um símbolo do nacionalismo palestinoFoto: MOHAMMED ABED / AFP


Dois palestinos são detidos pela polícia em Jerusalém Foto: Mahmoud Illean / AP
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Segundo o Exército israelense, cerca de três mil palestinos protestavam na Cisjordânia. De acordo com o Exército de Israel, alguns manifestantes jogaram pedras contra os agentes. Em um ponto de controle em Hebron, as forças de segurança israelenses relatou que centenas de pessoas também protestavam enquanto os soldados respondiam com gás lacrimogêneo. Em Tekoa, cerca de cem palestinos jogavam pedras em uma rua, deixando dois carros danificados.

Nesta semana, confrontos diários aconteceram entre palestinos e policiais israelenses, após os detectores terem sido colocados na entrada do santuário. O local — conhecido pelos muçulmanos como Esplanada das Mesquitas e para os judeus como o Monte do Templo — foi alvo de um ataque na semana passada que deixou cinco mortos, entre elas dois policiais israelenses.

Ataque em Jerusalém
Dois policiais e três atiradores morreram no incidente
Três pessoas disparam contra policiais próximos do Portão do Leão, em Jerusalém. Dois policiais são mortos
Os atiradores correm para dentro do Monte do Templo
A troca de tiros só é interrompida perto do Domo dos Espíritos. Os três atiradores foram mortos.
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2
3
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CIDADE VELHADE JERUSALÉM
2
3
Domo dos Espíritos
Monte dasOliveiras
Domo da Rocha
Muro das Lamentações
Mesquita de al-Aqsa
Fonte: Guardian

MOTIVO DE ATRITO RELIGIOSO

A Esplanada das Mesquitas, que inclui a Cúpula da Rocha e a mesquita de al-Aqsa, vem sendo um motivo de atrito religioso por anos. Desde que Israel capturou e anexou a Cidade Velha, na Guerra dos Seis Dias em 1967, o local também tornou-se um símbolo do nacionalismo palestino.

Na quinta-feira passada, diversas autoridades pediram ao primeiro-ministro de Israel, Benjamim Netanyahu, para voltar atrás e remover os detectores de metais para não inflamar a situação. O presidente turco, Tayyip Erdogan, após discutir a questão com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, pediu ao chefe de Estado israelense, Reuven Rivlin, para pressionar a remoção dos aparelhos.


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Os locais sagrados de Jerusalém
Três religiões compartilham na Cidade Velha importantes locais de origem
OS BAIRROS:
Cristão
Muçulmano
Armênio
Judeu
Fonte: BBC

Porém, após um encontro à noite em seu gabinete de segurança, Netanyahu decidiu que os detectores de metais deveriam ser mantidos. Autoridades dizem que eles são necessários para assegurar que ninguém carregue armas para dentro do complexo sagrado. Membros de extrema direita do governo do primeiro-minitstro — que se baseiam em partidos religiosos e de extrema-direita para o apoio — solicitaram publicamente para que ele mantivesse os dispositivos no lugar.

As tensões em torno da Esplanada das Mesquitas entraram em erupção no passado. Em 2000, após o líder da oposição israelense, Ariel Sharon, visitou o local, palestinos tomaram isso como uma provocação. Confrontos depois da visita levaram para uma segunda Intifada, quando cerca de mil israelenses e cerca de três mil palestinos foram mortos durante quatro anos de violência.

Os personagens do atual xadrez Israel-Palestina
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Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, participa de reunião em Jerusalém Foto: RONEN ZVULUN / REUTERS

Benjamin NetanyahuO atual primeiro-ministro de Israel chefia o país desde 2009, sempre amparado em coalizões de centro-direita. Sob seu governo, o país endureceu em seus conflitos militares com os vizinhos, como a guerra de 2014 em Gaza, na qual morreram 2.200 palestinos e 71 israelenses. A ONU pede que ele negocie a paz.

















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