Exército de Israel envia toneladas de comida e combustível à Síria

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Colinas de Golã (território sírio ocupado), 19 jul (EFE).- O exército de Israel anunciou nesta quarta-feira que há um ano e meio envia ajuda humanitária à população civil síria próxima à borda do planalto ocupado de Golã.

"A operação Boa Vizinha acontece à noite e as atividades principais são o envio de comida, combustível e qualquer fornecimento que ajude as pessoas do outro lado", explicou o comandante Amijai, da Companhia de Reconhecimento da Brigada Golani, em um comunicado divulgado hoje.

A primeira atividade humanitária aconteceu em agosto de 2016 e até hoje foram realizadas 110 operações deste tipo.



"Trabalhamos diariamente para distribuir toneladas de comida, óleo, açúcar e farinha, entre outros itens, como geradores de eletricidade e medicamentos", afirmou um alto oficial militar nesta quarta-feira nas Colinas de Golã a um grupo de jornalistas.

Ele explicou sem entrar em detalhes que os alimentos e utensílios são transportados de camião até a zona fronteiriça. Em seguida, os portões que separam os territórios se abrem e as mercadorias são colocadas no chão para que as ONGs que trabalham na Síria as distribuam para as famílias.

"Confiamos na responsabilidade das famílias", afirmou o militar sobre a possibilidade de os produtos caírem nas mãos de milícias ou organizações terroristas.

Até agora, Israel tinha informado somente que proporcionou tratamento médico a cerca de três mil sírios em centros de saúde do norte do país, que eram imediatamente devolvidos à Síria quando recebiam alta.

Segundo os israelenses, 20% da fronteira compartilhada com a Síria são controlados por forças leais ao governo do presidente sírio, Bashar Al Assad, e grupos ligados à milícia xiita Hezbollah.

Outros 65% estão nas mãos de grupos rebeldes, incluindo a Frente da Conquista do Levante (ex-Frente al Nusra, filial da Al Qaeda na Síria) e o resto, com cerca mil milicianos, está sob domínio do Estado Islâmico.

Nessa parte da fronteira vivem cerca de 200 mil cidadãos da região de Huran, onde não houve uma crise humanitária, mas sim uma falta de recursos básicos, segundo dados do exército israelense.

O coronel Shaul afirmou em um comunicado que o batalhão 77 é encarregado de proteger as populações das casas de campo sírias vizinhas e enviar a ajuda humanitária que precisam as organizações que trabalham do outro lado da fronteira. 

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