quinta-feira, 13 de julho de 2017

PARABÉNS RADIOHEAD! TOCAR EM ISRAEL SIGNIFICA TAMBÉM DIZER RETUMBANTE NÃO PARA AS MENTES DOENTIAS ANTISSEMITAS E ANTI-SIONISTAS AO ESTILO LOACH E WATERS. ''"A música, a arte e as academias são sobre ultrapassar fronteiras, não construí-las. São sobre mentes abertas, não fechadas. Sobre uma partilha de humanidade, diálogo e liberdade de expressão", conclui.''


http://blitz.sapo.pt/principal/update/2017-07-12-Thom-Yorke-defende-concerto-dos-Radiohead-em-Israel-Tocar-num-pais-nao-e-o-mesmo-que-apoiar-o-seu-governo




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Thom Yorke defende concerto dos Radiohead em Israel: “Tocar num país não é o mesmo que apoiar o seu governo”

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12.07.2017 às 9h00
A banda britânica tem sido fortemente criticada por não cancelar a sua atuação em Israel


Thom Yorke, vocalista dos Radiohead, defendeu-se esta semana dos muitos críticos que pretendem que a banda britânica cancele o concerto que tem agendado em Telavive, no próximo dia 19 de julho.

Estes mesmos críticos, nomeadamente artistas pró-Palestina (entre os quais Roger Waters, Thurston Moore e os Young Fathers), pediram aos Radiohead que "repensem" a sua decisão de atuar em Israel, juntando-se assim a um boicote cultural ao país.

No passado fim de semana, alguns ativistas pró-Palestina ergueram bandeiras daquele estado durante o concerto dos Radiohead em Glasgow, na Escócia.

Agora, o realizador Ken Loach enviou, através do Twitter, um artigo de opinião escrito por si no jornal The Independent aos Radiohead, onde pede à banda que se junte ao boicote e se encontre consigo para uma "discussão".

"A teimosia dos Radiohead em encontrarem-se com os críticos do seu concerto em Telavive sugere-me que eles só querem ouvir um dos lados - o lado que apoia o apartheid", escreveu.

O realizador pediu ainda aos Radiohead para se decidirem de que lado estão, se "junto dos oprimidos ou dos opressores".

Os argumentos de Loach valeram resposta imediata de Thom Yorke que, no Twitter e diretamente, afirmou que "tocar num país não é o mesmo que apoiar o seu governo".

"Não apoiamos [Benjamin Netanhayu, primeiro-ministro israelita] mais do que apoiamos Donald Trump, mas continuamos a tocar na América", escreve ainda.

"A música, a arte e as academias são sobre ultrapassar fronteiras, não construí-las. São sobre mentes abertas, não fechadas. Sobre uma partilha de humanidade, diálogo e liberdade de expressão", conclui.