quinta-feira, 20 de julho de 2017

IEHOUAH TSEVA'OT CAUSOU QUE A INFORMAÇÃO SOBRE ATAQUES AO HEZBOLAH FOSSE REVELADA POIS SE ISRAEL E OS JUDEUS PERMITIREM ELE SEMPRE SERÁ O LÍDER SUPREMO DE TODOS SEUS GUERREIROS E AQUELES QUE LUTAM NELE SE TORNAM COMO ELE



PM revelou que Israel bombardeou dezenas de objetivos do Hezbollah na Síria

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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, revelou hoje que Israel atacou objetivos da milícia chiita libanesa Hezbollah na Síria "dezenas de vezes", em declarações transmitidas através de um microfone ligado inadvertidamente numa conferência de imprensa.

O chefe do Governo israelita, que se encontra em Budapeste como convidado a participar num encontro à porta fechada do chamado grupo de Visegrado -- Hungria, Polónia, República Checa e Eslováquia -- estava a dirigir-se aos seus quatro homólogos quando o som das suas declarações foi passado a dezenas de jornalistas que tinham recebido auriculares para a tradução simultânea da conferência de imprensa que estava para começar, informou o diário israelita Haaretz, citado pela agência Efe.

"Fechámos a fronteira com o Egipto e nos Montes Golã [com a Síria] (...) Construímos o muro porque havia um problema com o ISIS [acrónimo em inglês para o grupo Estado Islâmico] e com o Irão, que tentavam construir uma frente de terror aqui. Disse a Putin: quando vemos que transferem armas para o Hezbollah, caímos-lhes em cima. Fizemo-lo dezenas de vezes", afirmou Netanyahu.

Habitualmente, Israel apenas confirma os bombardeamentos que leva a cabo em resposta a agressões provenientes da Síria, mas nunca confirma ou desmente bombardeamentos no sul daquele país contra colunas do Hezbollah.
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O primeiro-ministro israelita sublinhou no final do encontro o reforço das ligações de Israel com os quatro países-membros da União Europeia, agradecendo-lhes o apoio das "posições de Israel que regularmente têm defendido no seio da Europa".

Netanyahu deplorou ainda as críticas frequentes que o seu país tem sofrido por parte das instituições europeias por causa da construção de novos colonatos em território palestiniano e devido ao processo de paz israelo-árabe.

Qualificando estas críticas como uma "anomalia", o chefe do Governo israelita considerou que "é tempo da Europa fazer uma reavaliação da sua relação com Israel", porque o seu país tem muito a oferecer à UE em matéria de segurança e de tecnologias, nomeadamente, e porque é "a única democracia do Médio Oriente", "um farol de tolerância para uma vasta região".

Viktor Orban, primeiro-ministro da Hungria, país anfitrião que preside atualmente ao grupo de Visegrado, apelou também ao reforço da "cooperação entre a UE e Israel", considerando que "a Europa pune-se a ela própria" ao negligenciar este parceiro.