segunda-feira, 7 de agosto de 2017

"Nos Estados Unidos, eles usam a cannabis como se fosse a canja de galinha para quem está com gripe. Nós queremos entregar a planta em antibióticos." A frase, de um representante do Ministério da Saúde de Israel, resume a nova ambição do país – tornar-se o principal fornecedor mundial de medicamentos à base de maconha. Hoje, são mais de 50 empresas operando com foco exclusivo em medicamentos de cannabis para tratamento de pacientes com câncer, Parkinson, osteoporose e autismo. Outras 500 devem iniciar as pesquisas em breve.


http://epocanegocios.globo.com/Tecnologia/noticia/2017/08/israel-quer-se-tornar-fornecedor-mundial-de-medicamentos-base-de-maconha.html


Israel quer se tornar fornecedor mundial de medicamentos à base de maconha

Com pesquisas de ponta e leis liberais, Israel coloca a maconha em um novo patamar na indústria farmacêutica


05/08/2017 - 16H43 - ATUALIZADA ÀS 13H27 - POR RAQUEL GRISOTTO
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"Nos Estados Unidos, eles usam a cannabis como se fosse a canja de galinha para quem está com gripe. Nós queremos entregar a planta em antibióticos." A frase, de um representante do Ministério da Saúde de Israel, resume a nova ambição do país – tornar-se o principal fornecedor mundial de medicamentos à base de maconha. Hoje, são mais de 50 empresas operando com foco exclusivo em medicamentos de cannabis para tratamento de pacientes com câncer, Parkinson, osteoporose e autismo. Outras 500 devem iniciar as pesquisas em breve.

“Nós temos remédios sofisticados, que devem entrar no mercado já no próximo ano”, diz Saul Kaye, presidente do iCAN, organização que reúne startups e pesquisadores com foco na cannabis. O ambiente para negócios na área é promissor em Israel. Além da agricultura desenvolvida, os cientistas contam com uma legislação flexível, que permite, por exemplo, realizar testes em humanos. Outro diferencial é um projeto de lei que legaliza a exportação dos produtos medicinais de cannabis. “A ideia agora é visitar outros mercados para mostrar nosso potencial”, diz Kaye. Nos planos, encontros com autoridades na América do Sul, incluindo Colômbia e Brasil.

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