quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Errado este caminho irmãos poloneses. Nacionalismo não requer negação de fatos. Hoje a embaixada e amanhã? Existe um Estado Judeu para zelar por judeus dentro e fora de suas fronteiras, um Estado Sionista muito poderoso e que constitui um excelente amigo e aliado. Priorizem isso.


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https://www.dn.pt/lusa/interior/autoridades-polacas-proibem-manifestacao-nacionalista-frente-a-embaixada-de-israel-9087443.html

Autoridades polacas proíbem manifestação nacionalista frente à embaixada de Israel

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O governador ('voivode') de Varsóvia proibiu "por razões de segurança" uma manifestação convocada para hoje pelos meios nacionalistas frente à embaixada de Israel, em pleno contencioso diplomático sobre as responsabilidades polacas no Holocausto.

Estas divergências, repletas de emoções, surgiram após a adoção na sexta-feira pelo parlamento polaco de uma lei destinada a defender a imagem do país no contexto da exterminação de judeus pelos alemães, que ocorreu em grande parte na Polónia sob ocupação nazi. O texto deverá ser ainda confirmado pelo Senado.

Diversas organizações nacionalistas apelaram a uma concentração frente à embaixada do Estado hebreu para protestar contra "uma série de mentiras de representantes de Israel sobre o comportamento da Polónia e dos polacos durante a II Guerra Mundial", segundo diversos 'sites' nacionalistas.

No entanto, segundo o 'voivode' Zdzislaw Sipiera, a anunciada manifestação nacionalista "poderia prejudicar o bom nome e o interesse nacional da Polónia".

Assim, foi decidido "proibir a circulação" nas proximidades da embaixada de Israel e o estabelecimento de um vasto cordão policial de segurança que será mantido até 05 de fevereiro.

Sipiera explicou que a sua decisão surgiu na sequência de um pedido expresso da representação israelita, baseada em informações transmitidas pela polícia e na sua "convicção" sobre possíveis provocações e confrontos.

Na perspetiva dos conservadores no poder em Varsóvia, o objetivo essencial da nova lei consiste em evitar que sejam atribuídos "à nação ou ao Estado polaco" os crimes cometidos pelos nazis alemães.

O texto prevê até três anos de prisão contra quem, seja polaco ou estrangeiro, desobedecer a esta diretiva.

No entanto, a sua aprovação pelo parlamento originou vivos protestos do Governo e responsáveis políticos israelitas, e ainda de organizações judaicas no estrangeiro, e um raro período de tensão entre os dois países.

Os responsáveis israelitas referiram-se em particular a uma tentativa, na sua perspetiva, de negar a participação de certos polacos no extermínio de judeus, ou a possibilidade de perseguir sobreviventes da Shoah que possam referir-se a semelhantes casos.

O partido conservador Direito e Justiça (PiS, no poder) voltou a defender hoje que a nova lei seja aprovada "sem alterações", enquanto os primeiros-ministros dos dois países anunciaram a formação de um grupo misto de peritos para discutir o texto em detalhe.