sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

"Há meio século da libertação de Judeia e Samaria [Cisjordânia], incluindo Jerusalém nossa capital eterna, o Comitê Central faz um apelo a seus delegados para que ajam a favor de uma libertação da atividade de construção e para a extensão das leis de Israel e de sua soberania sobre todas as áreas dos assentamentos liberados em Judeia e Samaria",



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Partido governista de Israel pede anexação de assentamentos

Territórios pertencem aos palestinos na Cisjordânia

1 JAN2018
10h19
atualizado às 10h28

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O Comitê Central do partido Likud, ao qual pertence o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, aprovou por aclamação na noite deste domingo (31) um documento em que pede aos seus deputados que aprovem a anexação dos assentamentos da Cisjordânia como território do país.


Os assentamentos na Cisjordânia são criticados pelos palestinosFoto: EPA / Ansa - Brasil

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No debate de ontem, participaram diversos políticos e ministros, incluindo o presidente do Parlamento (Knesset), Yoel Edelstein.

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No entanto, Netanyahu não esteve presente.

"Há meio século da libertação de Judeia e Samaria [Cisjordânia], incluindo Jerusalém nossa capital eterna, o Comitê Central faz um apelo a seus delegados para que ajam a favor de uma libertação da atividade de construção e para a extensão das leis de Israel e de sua soberania sobre todas as áreas dos assentamentos liberados em Judeia e Samaria", diz o documento.

Em uma entrevista à rádio estatal, no entanto, o ministro da Inteligência, Israel Kaetz, afirmou que o documento refere-se "apenas" aos assentamentos onde vivem israelenses, mas não nas cidades palestinas da Cisjordânia.

Após o anúncio, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) definiu como "séria e cruel" a decisão do Likud. "Tratam-se, na realidade, de terras palestinas, no coração das quais se encontra nossa capital, a Jerusalém árabe", disse o porta-voz do governo, Yousuf al-Mahmoud, citado pela agência de notícias oficial Wafa.

Caso se confirme, a medida poderia ser mais uma a aumentar as tensões no Oriente Médio. No dia 6 de dezembro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu Jerusalém como capital israelense e causou uma série de conflitos na região. Além disso, a comunidade internacional, incluindo as Nações Unidas e a União Europeia, condenaram a decisão.


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