segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

YEHOWAH TSEVA'OT - IEHOUAH DOS EXÉRCITOS SEJA COM OS JUDEUS DE TODO O MUNDO E AQUELES NA POLÔNIA. HOUVE ANTISSEMITISMO AO NÍVEL DO NAZISMO ANTES DA INVASAO ALEMÃ E DEPOIS AINDA HÁ. CAMPANHAS MONSTRUOSAS CONTRA A CULTURA E VIDA ISRAELITA. HÁ CIDADÃOS DIFERENTES EM TODOS OS CONTEXTOS, MAS NÃO SE PODE NEGAR RESPONSABILIDADE NACIONAL TAMBÉM DA POLONIA PELO HOLOCAUSTO. INTERESSES ATUAIS EM COMUM NÃO É MOTIVO PARA SER INDIFERENTE A ISSO. COM SUA RECENTE LEI DE NEGAÇÃO DO PASSADO A POLÔNIA AMALDIÇOOU A SI MESMA E RETROCEDEU NAS CORRETAS RELACOES COM POVOS DE TODO O MUNDO.


 YEHOWAH TSEVA'OT - IEHOUAH DOS EXÉRCITOS SEJA COM OS JUDEUS DE TODO O MUNDO E AQUELES NA POLÔNIA. HOUVE ANTISSEMITISMO AO NÍVEL DO NAZISMO ANTES DA INVASAO ALEMÃ E DEPOIS AINDA HÁ. CAMPANHAS MONSTRUOSAS CONTRA A CULTURA E VIDA ISRAELITA. HÁ CIDADÃOS DIFERENTES EM TODOS OS CONTEXTOS, MAS NÃO SE PODE NEGAR RESPONSABILIDADE NACIONAL TAMBÉM DA POLONIA PELO HOLOCAUSTO. INTERESSES ATUAIS EM COMUM NÃO É MOTIVO PARA SER INDIFERENTE A ISSO. COM SUA RECENTE LEI DE NEGAÇÃO DO PASSADO A POLÔNIA AMALDIÇOOU A SI MESMA E RETROCEDEU NAS CORRETAS RELACOES COM POVOS DE TODO O MUNDO.

http://www.chazit.com/cybersio/olam/polonia.html


JUDEUS NA POLÔNIA


A história dos judeus na Polônia é muito antiga, sendo que as datas de imigração judaica não são muito bem conhecidas sendo somente estimadas. É dito, e confirmado por dados históricos, que houve a chegada de judeus na Polônia pelos séculos XI, XII e XIII, sendo que os principais motivos foram as cruzadas e a perseguição aos judeus que ocorria na Boemia. Outro motivo importante foi o tratamento relativamente bom da Polônia para com os habitantes de fé judaica, tendo como base, a partir de 1264 , a permissão de os judeus terem terras, negócios e liberdade de culto. Com a imigração de judeus da Alemanha, que trouxeram consigo seus dialetos germânicos e o hebraico, houve a formação da língua iídiche. 

No século XIV e XV, o anti-semitismo começou a surgir no país, e os nobres já nutriam um ódio pelos judeus; além disso, os judeus foram culpados pela peste negra e por essa acusação falsa e sem fundamentos reais foram massacrados. Houve também manifestações contra os judeus em 1348-49,1407 e 1494, o que mais tarde culminou na expulsão dos judeus de Cracóvia (região da Polônia). 

Durante o século XIV e XV os judeus participaram de diversas áreas comerciais e no fim do século XV começam a fazer trocas comerciais com Veneza, Constantinopla e outras cidades. A partir desse fato houve reclamações contrárias às atividades mercantis dos judeus devido a uma suposta injustiça nessas trocas. 

No campo religioso e comunitário, no século XVI, a Polônia tinha em seus domínios 8% de toda população de judeus do mundo. Em 1551 os judeus ganharam o direito de escolher seu próprio rabino chefe, que tinha dentre muitas atribuições a de recolher impostos (70% dos quais iam para a nobreza polonesa para a manutenção da proteção dos direitos dos judeus). Nesse período, com o crescente poder dos rabinatos, as ieshivot (escolas judaicas para o estudo da Torá e o Talmud) cresceram em fama. 

Em 1569 houve unificação da Polônia e a Lituânia (constituindo a Comunidade Polonesa-Lituana) e depois a anexação da Ucrânia (sendo que muitos judeus foram colonizar estes novos territórios). 

A nobreza polonesa fez uma parceria com os judeus fazendo muitos empreendimentos e em troca dos serviços enviava vinho, tinta, especiarias e roupas. Os judeus fundaram cidades pequenas e aldeias, denominadas Shtetls. Havia cerca de 173 comunidades de judeus por todo o território polonês (Grande Polônia, Ucrânia entre outras). Neste período de abundância e estabilidade, os judeus gozavam de um certo poder político, tendo seu próprio Conselho e tendo um aproveitamento grande como conselheiros de magnatas e nobres poloneses. 

No século XVII houve uma revolta por parte dos cossacos (povo nômade russo) que atacaram os judeus, matando de 50.000 a 300.000 e obrigando outros tantos a fugir, sendo esse ataque considerado o primeiro Pogrom moderno. Esta revolta empobreceu grande parte da comunidade judaica, que foi levada a acreditar que o messias havia chegado na figura de Shabbetai Tzvi, quando na verdade este era um impostor. Quando esta solução falsa foi descartada, foi criado, por Baal Shem Tov, um movimento judaico que se chamava Hassidismo. No Hassidismo, o fervor na prática da religião e a alegria são exaltados, o que traz muitos judeus pobres que não tinham dinheiro para estudar de volta a crença completa na religião judaica. É importante ver que de forma alguma o Hassidismo desvaloriza o estudo. 

No século XVIII a Polônia-Lituânia foi dividida entre o Império Russo, a Prússia e a Áustria. A maioria dos judeus poloneses ficou na Rússia morando em Schtetls. Catarina II, imperatriz da Rússia, devido a seu ódio aos judeus, obrigou estes a permanecerem em seus Schtetls, ou seja, os judeus ficaram sem o direito de ir as cidades. Em 1885 mais de quatro milhões de judeus viviam na Rússia. 

No final do século XVIII, começa outro movimento denominado Haskalá (iluminismo judaico) em que a principal idéia é a de emancipação dos judeus, tornando o judeu um verdadeiro cidadão do país onde mora. Em 1862 ocorreu a emancipação judaica na Polônia, sendo retirados impostos e regras especiais para os judeus, mas mesmo assim o anti-semitismo continuou presente. 

Os judeus lutaram, no século XX, por diversas bandeiras se dividindo em sionistas, não-sionistas, emancipacionistas, socialistas, entre outros grupos. Os judeus, que eram cerca de 14% da população polonesa lutaram na independência da Polônia, que ocorreu em 1918, da Rússia (já que esta tratava mal os judeus). É possível notar que o movimento sionista era o mais popular entre os judeus, pois alcançou cerca de 50% dos votos para eleição do Conselho dos judeus. 

Em 1918, após a 1ª Guerra Mundial, os judeus começaram a ser massacrados por pogroms e, associados à revolução socialista comandada por Lênin e Trotsky (que era judeu), o governo proibiu os judeus de exercerem cargos públicos e o anti-semitismo começou a crescer, enquanto o poder econômico judaico começou o seu declínio. Antes da 2ª Guerra Mundial havia mais de 130 periódicos judaicos na Polônia e 30 jornais diários; mais de 50% de advogados e médicos da iniciativa privada eram judeus. A comunidade judaica polonesa era a segunda maior do mundo com 3,3 milhões de judeus. 

Em 1939, com o começo da 2ª Guerra, a Polônia foi ocupada pela Alemanha e dividida com a URSS em diversos distritos. Com mais de 2 milhões de judeus sobre seu domínio, os germânicos fizeram guetos e bombardearam diversas instituições judaicas; também fizeram diversas restrições e medidas anti-semitas aos judeus. Em 1942, todos os judeus poloneses estavam confinados em guetos ou fugindo. Neste ano ainda, os guetos começaram a ser esvaziados com o assassinato em massa dos judeus ou a deportação para campos de concentração ou extermínio. Vários massacres foram perpetrados nos guetos como em Lodz, onde, de 74.000 judeus, sobraram 877. O resto foi para Auschwitz para morrer. Em Varsóvia, gueto onde ocorreu o bravo e histórico Levante, onde jovens judeus liderados por Mordechai Anilevitch resistiram à tentativa de liquidação do gueto, de 500.000 judeus, cerca de 300.000 foram para Treblinka, entre outros tantos guetos. 

A Polônia tinha em seu território os maiores campos de concentração e extermínio: Auschwitz-Birkenau,Sobibor,Treblinka,Belzek,Chelmno, Majdanek, entre outros. De 3,3 milhões de judeus poloneses a população foi para 370.000 judeus após o Holocausto. 

Mesmo após a 2ª guerra as atividades polonesas anti-semitas como Pogroms e políticas contrarias à cultura judaica continuaram (como a nacionalização de escolas judaicas, o que proibiu o ensino do iídiche e a proibição de emigração). Em 1947, havia cerca de 100.000 judeus na Polônia. Em 1958-59 houve 50.000 aliót e, em 1967 (após a Guerra dos Seis Dias) o país rompeu relações políticas com Israel. A partir de 1977, a Polônia começou a se abrandar em relação aos judeus e a Israel tendo só em 1990 (devido a queda do comunismo) restaurado relações diplomáticas com Israel. 

Hoje em dia, cerca de 5.000 a 10.000 judeus vivem na Polônia. Diversas sinagogas, restaurantes kosher e instituições judaicas funcionam no território polonês. A Kehilá (União das Congregações Religiosas), instituição judaica mais importante do país, mantém funcionando sinagogas, cemitérios etc. A sinagoga mais antiga, que foi fundada no século XV e é chamada de Stara Sinagoga, fica em Cracóvia e hoje é um museu; há sinagogas em Varsóvia, Cracóvia, Chmielnicki, Lesko entre outras cidades. É possível visitar diversas instituições que tentam resgatar a cultura judaica-polonesa que foi severamente apagada pelas atrocidades ocorridas no país.Os campos de concentração e extermínio podem ser visitados até hoje e servem de lembrança dos tempos nefastos em que houve o assassinato de seis milhões de judeus pelos nazistas. 

Hoje em dia há o projeto de construir o novo Museu da História Judaica em Varsóvia, e a cidade doou 13 milhões de dólares para a obra e o governo doou a mesma quantia também. 

A Polônia já foi um país onde houve liberdade e estabilidade para os judeus, mas tornou-se um país lembrado talvez como o mais anti-semita de todos. É uma pena que a cultura de 3,3 milhões de judeus tenha sido destruída por nazistas alemães e poloneses; a tentativa do governo de reaver essa cultura é louvável e ao mesmo tempo obrigatória, mas nenhuma quantia em dinheiro irá reaver a cultura secular dos judeus no país e acima de tudo não ameniza a dor pelas vidas que foram perdidas em território polonês. 

Os chanichim da Chazit, durante o Shnat Hachshará LeMadrichei Chul, visitam a Polônia com o objetivo de estudar a Shoá e a cultura judaico-polonesa, anterior a guerra.




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VILMA GRYZINSKI

Israel errou na reação pesada à lei polonesa sobre crimes nazistas
Fazer uma lei para “proteger a reputação” nacional é desnecessário ou até tolo, mas pior foram os exageros e mentiras sobre intenção da Polônia
Por Vilma Gryzinski
4 fev 2018, 11h01



Nada no mundo é mais perigoso do que a ignorância sincera (mais adiante veremos o autor dessa frase lapidar).

E muitas manifestações de ignorância sincera foram dadas por causa de um projeto de lei aprovado pelo Congresso da Polônia que criminaliza o uso da expressão “campos de extermínio poloneses” para descrever as abominações praticadas pela Alemanha nazista no país invadido, ocupado e dissolvido, como instituição nacional, durante a II Guerra Mundial.



Em português, o erro seria dizer “campos de extermínio da Polônia” em lugar de “na Polônia”, dando a entender que o país teve algum tipo de responsabilidade por ter sido transformado pelos no marco zero da solução final, a política nazista de eliminação dos judeus europeus.

O projeto também penaliza quem acusa “a nação polonesa ou a República da Polônia de ser responsável ou co-responsável pelos crimes cometidos pelo Terceiro Reich alemão”.




Erroneamente, personalidades políticas importantes de Israel atacaram o projeto como uma tentativa de “negar o Holocausto”, nas palavras do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Yair Lapid, um potencial sucessor de Netanyahu, líder do partido Yesh Atid, foi muito além na maluquice histórica. Disse que a Polônia “foi cúmplice no Holocausto” e que “centenas de milhares de judeus foram mortos em seu território sem nunca ter cruzado com nenhum soldado alemão”.




São duas mentiras espantosas. É atenuante o fato monstruoso de que a avó de Lapid tenha sido “assassinada na Polônia por alemães e poloneses”?

Jornalista de televisão muito conhecido antes de entrar para a política, Lapid tem a responsabilidade exigida pela antiga profissão, e multiplicada pela atual, de não propagar deliberadamente informações erradas.

O pai dele, Tommy Lapid, também jornalista e político, conseguiu se salvar do gueto de Budapeste e foi da direção do Yad Vashem.

O museu do Holocausto, uma via dolorosamente ilustrada sobre o genocídio dos judeus, criticou o projeto de lei, mas teve a honestidade básica de não endossar a história paralela inventada por Lapid.

É histórico e indiscutível que poloneses católicos entregaram, venderam ou até chacinaram poloneses judeus, inclusive depois da guerra.

As motivações abrangem toda a gama que vai da ganância ao anti-semitismo virulento, passando pela autopreservação nas circunstâncias quase inimagináveis da Polônia sob ocupação nazista.

Qualquer cálculo é praticamente impossível. O grão-rabino da Polônia, Michael Schudrich, fala em cerca de 2 500 judeus vitimados por poloneses. O historiador Efraim Zuroff, estudioso do Holocausto, acredita num número maior, de “muitos milhares”.

“Mas as instituições de estado não foram integradas à máquina nazista de genocídio e nisso a Polônia foi uma exceção a muitos outros países europeus sob ocupação nazista”, disse ele ao Telegraph.

Aliás, o próprio estado polonês deixou de existir. Uma parte do país foi anexada à Alemanha e outra passou à administração direta do regime nazista.

Outra, ainda, foi invadida pela União Soviética, um motivo adicional de complicação ao disseminar a ideia do “judeu comunista”, cinicamente manipulada durante o stalinismo

Único país em que o número de vítimas entre judeus e não-judeus foi igual – cerca de três milhões para cada categoria -, a Polônia também passou de maior população judaica no pré-Guerra, cerca de 13% do total, a poucas dezenas de milhares.

Israel, desde o início do sionismo, foi em muitos sentidos um país criado por judeus poloneses, o que facilita e ao mesmo tempo complica a relação. Muitos sobreviventes dos genocídio transmitiram histórias de perseguição e martírio sofridos na Polônia.

Um exemplo das complicações foi dado por Naftali Bennett, líder do partido ultranacionalista Lar dos Judeus, integrante da atual coalizão de governo.

Ele próprio descendente de judeus poloneses, Bennett contou que familiares da mulher dele foram escondidos por poloneses católicos – e traídos por outros, que os entregaram aos alemães.

É possível criticar o projeto de lei polonês por inutilidade, falta de visão e até uma não declarada ambição de pretender que todos os poloneses tiveram conduta heróica durante a guerra. Uma versão falta e desnecessária justamente num país onde não faltaram heróis (na foto acima, crianças judias retiradas em segredo do gueto de Varsóvia pela resistência polonesa).

Apresentado em simplificações apressadas ou mal informadas, o projeto ficou parecendo pior ainda ao provocar uma discussão sobre um colaboracionismo que muitos sequer sabiam ter existido.

Também despertou os malditos fantasmas de sempre a ponto de um comentarista polonês ter “sugerido” que os campos de extermínio passassem a ser chamados de judeus, uma vez que o eram os que operavam muitas etapas da máquina industrial de morte – desde o conselho dos guetos até os prisioneiros miseravelmente obrigados a incinerar os mortos.

O projeto, na verdade, foi concebido como mais uma frente de confronto com a Alemanha, que pressiona o atual governo polonês por se recusar a aceitar uma quota definida pela União Europeia de imigrantes procedentes de países muçulmanos.

As reações negativas levaram o mais importante líder político da Polônia, Jaroslaw Kaczynski, a sair do silêncio habitual. O projeto de lei “está sendo interpretado de maneira totalmente errada”, disse.

A penalização, com multas e prisão, é “dirigida a quem acusar a Polônia como nação” , não contra “alguém que diz que em algum lugar, em algum vilarejo, uma família judia foi assassinada”.

“Digo isso com dor, pesar e vergonha, mas estas coisas aconteceram e nós nunca negamos isso.”

O governo do Partido da Liberdade e Justiça é católico conservador, nacionalista e detestado pelo espectro político à esquerda. Não seria muito difícil que se entendesse com Netanyahu, apesar dos muitos ignorantes sinceros que afloraram de todos os lados da questão.

A frase sobre os perigos do bem intencionados com baixa informação é de Martin Luther King, que entendia alguma coisa do assunto.


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