domingo, 27 de maio de 2018

"Mas como questões humanitárias são mesmo bizantinas quando se trata de judeus, um dia depois da declaração de independência, no dia 15 de maio de 1948, o exército formado por Egito, Síria, Jordânia, Líbano e Iraque atacou Israel, com a intenção de varrê-lo do mapa – milhares de árabes foram instruídos a abandonar suas casas, para as quais voltariam depois que o país dos judeus fosse jogado ao mar. Israel derrotou os árabes e anexou territórios inimigos. Perder uma guerra tem seu preço, ainda mais uma guerra feita contra refugiados e sobreviventes de um morticínio. "



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LEMBRANÇA
A Humanidade e Israel
Perder uma guerra tem seu preço, ainda mais uma guerra feita contra refugiados e sobreviventes de um morticínio
27/05/2018 - 15h17minAtualizada em 27/05/2018 - 15h17min







Na semana que passou, quando da transferência da embaixada americana para Jerusalém, a Faixa de Gaza fervilhou: embates de árabes-palestinos, comandados pelo governo do Hamas, e o exército israelense resultaram em cerca de 60 mortos e mais de dois mil feridos. O mundo, assombrado, se voltou contra Israel, acusando-o de abuso da força. 


Mesmo que pareça bizantinice, vou expor alguns fatos que merecem voltar à cena. Se me permitem. 



Ao fim da II Guerra, quando se pode avaliar os resultados da sanha nazista naquilo que passou a se chamar de Shoá (Holocausto), o mundo considerou que os judeus sobreviventes e sua descendência necessitavam de uma pátria. 

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Desde que, no ano 70 da era cristã, o Segundo Templo fora destruído pelos romanos e os judeus foram exilados da terra de Israel, não havia nada que os protegesse como nação, como religião e muito menos como indivíduos – transformados em párias, ao longo dos séculos dependeram dos humores dos governantes e, claro, do dinheiro que conseguissem juntar. 


Criado oficialmente o Estado de Israel – também por razões humanitárias –, de imediato 800 mil judeus que viviam nos países árabes foram expulsos de suas propriedades, sem direito a nenhum tipo de indenização. 


O novo Estado nascia tendo de abrigar milhares de refugiados – tais fatos nunca são lembrados, mesmo porque Israel nunca fez alarde do que considerava seu dever. 


Mas como questões humanitárias são mesmo bizantinas quando se trata de judeus, um dia depois da declaração de independência, no dia 15 de maio de 1948, o exército formado por Egito, Síria, Jordânia, Líbano e Iraque atacou Israel, com a intenção de varrê-lo do mapa – milhares de árabes foram instruídos a abandonar suas casas, para as quais voltariam depois que o país dos judeus fosse jogado ao mar. Israel derrotou os árabes e anexou territórios inimigos. 


Perder uma guerra tem seu preço, ainda mais uma guerra feita contra refugiados e sobreviventes de um morticínio. 


Isso relembrado, espero, embora seja tolo, que todos aqueles que se apiedam das vítimas dos palestinos pelo menos se lembrem que o povo judeu também participa da mesma humanidade.

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